sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


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Feliz Año Nuevo
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Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu

Cursos de Administração precisam de melhorias, apontam profissionais


Levantamentos do CRA-SP e do Portal Administradores refletem descontentamento com relação ao ensino superior na área.

Uma enquete realizada pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP –aponta que a maioria dos filiados do órgão acredita que o ensino superior na área de Administração é deficitário, no Brasil. O levantamento foi feito no mês de maio com o intuito de verificar a opinião dos profissionais a respeito da sintonia entre os cursos superiores e a evolução do mercado de trabalho.

Cerca de 3.000 administradores filiados ao CRA-SP responderam à pergunta "Você acha que os cursos de ensino superior de Administração têm formado profissionais preparados para a evolução do mercado?" Desses, 53,54% disseram acreditar, em parte, que os cursos superiores de Administração têm formado profissionais preparados para a evolução do mundo corporativo. Já para 31,91%, eles não têm atingido esse objetivo. E para apenas 14,55% o ensino superior de Administração é satisfatório.

O presidente do CRA-SP, Walter Sigollo, avalia que "a velocidade das mudanças nas empresas é mais rápida que nas universidades e, portanto, há um descompasso de tempo". Segundo ele, embora as faculdades se esforcem para aproximar os alunos da realidade, há, ainda, uma certa rigidez nos currículos universitários que é prejudicial . "É preciso preparar os alunos para as transformações futuras", ressalta Sigollo.

Enquete do Administradores

Entre abril e maio deste ano uma enquete realizada pelo Portal www.administradores.com.br fez a seguinte pergunta a seus visitantes: "Você acredita que administrar é apenas para Administradores devidamente formados em Administração?" O resultado foi:

Sim, pois só a graduação em Administração oferece os conhecimentos necessários para o exercício da profissão – 33,34%

Não, pois qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades e competências necessárias para administrar, independente da área de formação – 65,18%

Não sei – 1,48%

Os resultados de ambas as enquetes refletem um certo descontentamento com relação à qualidade da formação nos cursos de Administração. A professora Silvia Generali, da Escola de Administração da UFRGS, concorda que as graduações na área ainda carecem de melhorias. "Acredito que há um grande espaço para evolução nos cursos de graduação em Administração. As disciplinas ainda são trabalhadas de forma estanque, carecendo - muitos programas - de maior integração curricular", afirma a professora.

Generali defende que as disciplinas iniciais sejam intercaladas com atividades práticas, para estimular os estudantes, e que, no corpo docente, estejam integrados professores com sólidos conhecimentos clássicos sobre Administração e profissionais que possam agregar a experiência do mercado. "Além disso, os métodos de ensino devem ser repensados à luz das novas tecnologias, sem prejuízo da qualidade do ensino, ou seja, construir-se aulas dinâmicas, interessantes e atuais com as tecnologias de informação disponíveis e evitar o "recorta e cola" nos trabalhos acadêmicos", ressalta a professora.

Diploma, sim

Mesmo com as dificuldades dos cursos, Silvia Generali acredita que o profissional formado apresenta um diferencial no mercado de trabalho. "É inegável, a meu ver, que o acadêmico dedicado de um curso de administração de qualidade possui um diferencial. Além de acesso às ferramentas de gestão nas mais diversas áreas, ele passa a pertencer a uma network considerável e deve, se tudo correr bem, ser capaz de fugir do senso comum no administrar",afirma Generali.

E você, acha que os cursos de Administração precisam de melhorias? Deixe seu comentário.

Democracia - a visão do administrador

Uma das verdades escondidas a sete chaves pela academia é que Administração é a profissão que mais testou e pesquisou formas inovadoras de democracia.

"O que vocês administradores entendem de democracia?", pergunta um professor de Sociologia e Ciência Política, da USP, num jantar.

Uma das verdades escondidas a sete chaves pela academia é que Administração é a profissão que mais testou e pesquisou formas inovadoras de democracia.

Ninguém acredita, mas é isto mesmo.

Há mais de 500 anos, já testamos mais de 6 milhões de formas de democracia, contra provavelmente 600 testes em países e seus regimes, estudados por cientistas políticos.

Me refiro as empresas de capital democrático e às várias formas de governância e de regimes eleitorais, que já testamos nas empresas e nas assembleias de acionistas.

É muito triste que a academia em geral não divulgue nossas pesquisas e conclusões aos futuros jornalistas, políticos, sociólogos e cientistas sociais.Por isto, a maioria dos brasileiros não sabe que nossas empresas estatais somente eram estatais porque negavam o direito de voto aos acionistas preferencialistas, conseguindo o controle operacional com somente 33% ou 17% do capital efetivo da empresa.

E, chamavam isso de "regime democrático de direito".

Acionistas preferencialistas recebem 10% a mais de dividendos em troca do silêncio, o que para nós administradores socialmente responsáveis é uma forma de comprar votos (não votando), e claramente ilegal.

Isto é a democracia do regime militar de 1964, que ainda prevalece na Petrobras, Eletrobras, Vale do Rio Doce, mas não no Banco do Brasil.

O famoso Contrato Social, atribuído incorretamente a Rousseau, na realidade foi um contrato social estabelecido pelos tripulantes do Mayflower, que chegaram em Plymouth, nos Estados Unidos, e metade se rebelou.

Metade queria continuar, como previsto, para a Virginia. A outra metade se recusou a pegar um barco novamente na vida.

O pessoal de Virginia aceitou ficar para não dividir forças, mas em troca exigiu algumas demandas que se tornou o primeiro contrato social da história.

Para elaborarem esse contrato, usaram o Contrato Social da Cia. da Índias, dona do Mayflower, e que ficava com o capitão.

Até hoje usamos o termo Contrato Social definido na Constituição da empresa, como os diretores serão eleitos, como será a prestação de contas, quem irá auditar as contas, etc.

Tudo isto normalmente é definido na Ata de Constituição da empresa. Dizer que foi Jean Jacques Rousseau que inventou tudo isto, e não vice versa, é faltar com a verdade da história.

Por Stephen Kanitz

Psicologia dá uma chinelada no Marketing

Como uma das mais bem-sucedidas campanhas publicitárias de todos os tempos transformou algo feio e desconfortável no sonho de consumo de todas as tribos e classes sociais.

Neste final de semana, passeando pelo bucólico Centro de São Paulo, encontrei algo que fez parte da minha adolescência e que, por motivos que veremos adiante, ficou abandonado no limbo até então. Trata-se do saudoso chinelo Kenner.

Alguns modelos do Kenner
O Kenner é um chinelo naquele formato antigo, meio prancha, mas que não deixa o seu calcanhar no chão, como as Havaianas.

As tiras são de lona (e não daquele material duro que arranca a sua pele) e nunca, nunca soltam. Não bastasse isso, a borracha onde você pisa mais parece uma espuma e a sensação é semelhante a pisar na areia.

Ora, mas se o Kenner é tão melhor assim do que as Havaianas, porque há tanto furor em torno deste chinelo vagabundo? Ora porque, resumidamente, você é um maria-vai-com-as-outras. Se preferir o termo científico, segundo o psicólogo americano Robert Cialdini você foi vítima do poder do Consenso - uma das seis armas de Influência estudadas por ele.

Convenhamos: quinze anos atrás as Havaianas eram o calçado preferido de porteiros e pedreiros. Sem desmerecer nenhuma das duas classes, não era exatamente o seu sonho de consumo.

Mas uma das mais espetaculares e bem-sucedidas campanhas de marketing de todos os tempos alçou a sandália ao status de objeto de desejo de todo mauricinho, playboy, descolado ou qualquer que fosse a alcunha escolhida.

Os comerciais mostravam as mais bem pagas celebridades calçando o chinelo em situações cotidianas, posando de pessoas comuns - como eu e você.

Cá entre nós: troço feio pra caramba, hein?
Então, desejando ser como o Marcos Palmeira, lá estava você comprando um par de Havaianas. E mesmo que você não desejasse ser como o Marcos Palmeira, você também não queria ser o único da sua turma sem uma Havaiana, não é mesmo?

Pouco depois, os europeus também quiseram ficar parecidos com o Marcos Palmeira e as Havaianas passaram a ser traficadas para o Velho Continente, cotadas a fantásticos € 20,00 em alguns balneários famosos - e perdulários.

Desde então, as sandálias Havaianas assumiram seu papel modernoso na sociedade - não só a baixa, mas também a alta. Tornaram-se um onipresente acessório, encontrável em padarias e bancas de jornal de todo o país. Lojas próprias foram abertas, da remota Vila Mascote à reluzente Oscar Freire.

A eficácia da campanha apóia-se no nosso desejo de pertencer a um grupo, ser parte de uma coletividade e isso faz-se, justamente, imitando o comportamento alheio. Usando os conectores certos - como diria Malcolm Gladwell em The Tipping Point* - a moda espalha-se viralmente, como rastilho de pólvora.

E, num belo dia, todos estão usando Havaianas. Se você ainda não estiver, vai sentir-se fora do grupo. Aí vai na padaria e compra a sua.

Independentemente da roupagem que o Marketing dê, ou de que celebridade estrele a atual campanha, nada muda o fato de as Havaianas continuarem sendo horrorosas e desconfortáveis - já que há muito tempo deixaram de ser baratas.

Vá, por um momento deixe de lado as opiniões alheias e tenha a sua própria: o que uma sandália Havaiana tem de bonito? E por acaso ela é macia?

Mas, no fim das contas, dá para separar o Marketing da Psicologia?

* Lançado no Brasil pela Editora Sextante com o título de "O ponto da virada".

DISCLAIMER: o autor (até agora) não recebeu nada da Kenner por esse texto - muito menos das Havaianas. Pelo contrário, pagou R$ 59,99 por um par de chinelos.

Por que empreendedores são empreendedores?


O raciocínio effectuation, porém, não começa com um objetivo estabelecido e permite o aparecimento de metas, contingenciadas por um conjunto de recursos, ao longo do tempo.

A última edição da revista PEGN trouxe uma entrevista exclusiva com a Profa. Saras Sarasvathy, da Univ. de Virginia, na qual ela explica brevemente os fundamentos por trás da teoria de 'effectuation' que ela desenvolveu e que explica porque empreendedores são empreendedores. Esta semana, a Profa. Sarasvathy está no Brasil para abrir a primeira edição do Roundtable on Entrepreneurship Education Brasil, realizado pela Endeavor em Águas de São Pedro, entre 13 e 15 de Outubro. A seguir, descrevo os princípios fundamentais da teoria 'Effectuation':

Sarasvathy realizou uma ampla pesquisa junto a 30 fundadores de companhias de tamanhos e de indústrias variadas nos EUA para tentar entender os processos por trás da resolução de problemas e transformação de idéias, chegando a princípios baseados uma lógica de racionalidade que ela chamou de raciocínio 'effectuation'.

Segundo sua teoria, as escolas de administração ensinam um raciocínio que ela denominou de 'causation', no qual primeiro se estabelece um objetivo predeterminado e a busca pela alternativa ótima para alcançá-lo. Essa forma de raciocínio é freqüentemente usada no desenvolvimento de estratégias e, no mundo do empreendedorismo, é melhor traduzida como: 'Faça um bom plano de negócios'.

O raciocínio effectuation, porém, não começa com um objetivo estabelecido e permite o aparecimento de metas, contingenciadas por um conjunto de recursos, ao longo do tempo. Este raciocínio é inerentemente criativo, exige imaginação, espontaneidade, tomada de risco e habilidades de venda.

Vamos considerar como os dois processos funcionam num caso simples. Imagine um empreendedor que quer abrir um restaurante indiano. No processo causation, teríamos uma progressão bem linear: pesquisa de mercado na cidade de sua escolha; seleção de um local; segmentação de mercado; seleção de segmentos-alvo; projeto do restaurante; levantamento de fundos; formação de equipe; implementação de estratégias de mercado específicas e gerenciamento as operações diárias.

No processo effectuation, o empreendedor começa a trazer amostras de sua comida indiana para seus colegas de trabalho. Se eles gostam e começam a pedir mais, ele vai trazendo pratos prontos sob encomenda, e assim acaba conseguindo dinheiro o suficiente para alugar um local e começar um restaurante.

Embora tenha vendas, pode ser que o faturamento não seja suficiente para cobrir as despesas, mas o empreendedor descobre que os clientes estão interessados mais na cultura indiana, sua filosofia étnica e experiências. Ele decide, então, investir em: educação, entretenimento, viagens, manufatura e embalagens, vendas, decoração interior, ou mesmo auto-ajuda e motivação até que o negócio se torna viável e próspero.

Resumindo, no causation há um planejamento e um esforço para atingir um objetivo pré-determinado, enquanto no effectuation se toma decisões de acordo com as circunstâncias do momento, sem um caminho pré-estabelecido, o que pode levar a resultados inesperados. Embora o causation seja necessário em um negócio que já está estruturado, no início de um novo negócio é o effectuation que impera, pois há pouca informação e alta incerteza, o que faz com que qualquer planejamento seja inócuo.

Para você saber se o seu raciocínio é causation ou effectuation, imagine-se chegando em casa disposto a preparar o jantar. No causation, você primeiro pensa no que quer fazer, depois vai à despensa para ver se existem todos os ingredientes que precisa e então vai ao supermercado para comprar o que falta. No effectuation, você primeiro vai à despensa para só então pensar em um cardápio que aproveite o que tem.

Portanto, se você não se julga empreendedor porque não é muito afeito a fazer contas e estratégias, não consegue se sentar para pensar no futuro do seu negócio daqui a alguns anos e não tem idéia de como fazer um plano de negócios, nem sequer vontade de começar, não fique triste, pois para compensar, você pode ser uma pessoa cheia de energia e idéias, que não tem medo de trabalhar e muita disposição para 'por a mão na massa', consegue se virar bem com pouco dinheiro, se adapta facilmente às situações que surgem e tem espírito aventureiro para aproveitar bem o que destino lhe reserva.

Se você é deste segundo tipo, do raciocínio effectuation, pode ir em frente com sua idéia de negócio, mas saiba que, em algum momento no futuro, você precisará de um sócio ou contratar um administrador para seguir com o crescimento estruturado da empresa, pois o raciocínio causation também é necessário para o empreendedor.

Portanto, empreendedores são "empreendedores" porque eles acreditam num futuro ainda por ser construído, que pode ser moldado substancialmente por suas ações; e que por isso, não adianta tentar prevê-lo – é muito mais útil entender e trabalhar com as pessoas que estão engajadas nas decisões e ações que o criam.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O que tem mais valor: inventar, imitar ou inovar?


Especialistas comentam sobre as implicações que cada uma dessas três formas interfere na evolução do mercado e no dia a dia do consumidor. Confira.

Você sabia que volta e meia as imitações benfeitas superam as invenções?

A empresa de restaurantes White Castle foi à primeira organizar o segmento de fast foods, mas um tempo depois, a rede MCDonald's copiou a idéia, melhorou o serviço e se transformou em uma das principais multinacionais do mundo. O Diners Club, por exemplo, foi o primeiro a disponibilizar cartões de créditos, mas foi superada pelos "imitadores" do segmento Visa, Mastercard e American Express.

Até o próprio Ipod da Apple é uma versão melhorada do aparelho Saehan Mpman, que não fez muito sucesso no mercado, mas trouxe o formato de mais capacidade nos MP3 já existentes.

Em todos os setores, nota-se a existência cada vez maior no número de empresas que oferecem serviços ou produtos semelhantes ao consumidor. Nesse aspecto, é evidente que a competitividade entre as organizações está em uma verdadeira crescente, por isso as empresas que procuram e oferecem algum diferencial ao seu cliente aparecem na dianteira de seus concorrentes. Mas o que significa esse diferencial? É inventar algo, aperfeiçoar uma invenção já existente (inovar), ou copiar um produto e fazer pequenos ajustes?

Pontos de vista

Um estudo realizado pelo professor Oded Shenkar, da instituição Fisher College Business nos EUA, sobre o impacto de invenções em modelos de negócios e suas imitações posteriores revelou que as imitações são importantes fontes de avanço para a evolução dos produtos. No estudo foi revelado que 97,8% do valor gerado por invenções vão para os "imitadores".

Mas o que seriam exatamente essas imitações?

Em entrevista à revista Harvard Business Review, o professor Shekar fala que a boa imitação é aquela que agrega novos valores à invenção. São aquelas pessoas que vêem algo já existente e conseguem transformar aquele produto ou serviço em algo ainda melhor.

"O problema é que muitos imitadores se deixam seduzir pelos elementos visíveis de uma invenção e não copiam aquilo que garante seu sucesso, as 'vigas estruturais'. Às vezes, imaginam equivocadamente que o que deu certo num lugar vai dar certo em outro. Outros ficam tão presos ao original que acabam não fazendo ajustes que tornariam uma inovação melhor.", afirma o pesquisador Oded Shenkar para a revista HBR.

Marcos Morita, professor de estratégia e marketing da Universidade Mackenzie, comenta que os graus de imitação variam muito conforme os segmentos de mercado estudados. Em alguns como o farmacêutico, a imitação é impossível, haja vista as patentes.

"Vale salientar que há tanto imitações positivas, quanto negativas. As primeiras são aquelas que agregam valor ao produto ou serviço inicial, conforme expectativas dos consumidores. Aqui se enquadram, por exemplo, os produtos japoneses e agora coreanos. Já as segundas (imitações negativas), fazem cópias puras e simples, sem que nenhum valor seja agregado, além do preço baixo", declara o professor Morita.

Para Felipe Scherer, sócio da Innoscience Consultoria de Gestão da Inovação e autor do livro Gestão da Inovação na Prática, essas imitações como cópias não podem ser consideradas estratégias de sucesso, mas faz uma observação:

"Isso não significa que aqueles que apenas copiam não ganharão dinheiro também, porém o 'filé da rentabilidade' normalmente está associado à possibilidade de ser o diferencial do segmento e, consequentemente, não ter um parâmetro de comparação".

Ele ressalta que às vezes não é necessário ser o pioneiro, mas é necessário sempre buscar inovar em seu segmento. "Ford não inventou o carro, porém desenvolveu uma forma de fabricá-los mais barato. O Cirque de Soleil não inventou o circo, porém conseguiu criar uma combinação de atrações melhor. Empresas como a 3M, Microsoft, Apple, Disney conseguiram manter um histórico contínuo de inovações e sempre agregam valor à sua marca", ressalta Felipe Scherer.

Invenção: E como ficam as patentes?

As patentes são um modo do governo dar ao inventor a propriedade de sua criação. Por um determinado período, os portadores de patentes têm permissão de controlar como suas invenções são usadas, permitindo que obtenham recompensa financeira sobre seu trabalho.

O professor Marcos Morita explica: "o papel das patentes é proteger os investimentos realizados pelas empresas, tais com as indústrias de medicamentos, nas quais este prazo perdura por 20 anos. Mesmo nestes casos, há governos que acabam quebrando este direito em nome do bem comum. Em outras indústrias, patentear um produto ou serviço é tarefa bem mais difícil e onerosa".

Para Morita, o mundo caminha para um sistema de inovações abertas ou "open innovations", nas quais o papel dos consumidores na concepção dos produtos é cada vez maior. "A web 2.0 traz este conceito em sua natureza. Veja o exemplo da Creative Commons, organismo internacional que regula a questão da propriedade intelectual, criando diversas modalidades conforme o uso e autor. Outro exemplo inimaginável foi a FIAT através do projeto MIO – (meu carro em italiano), no qual mais de 3000 projetos foram recebidos".

O consultor Felipe Scherer é absolutamente a favor das patentes e diz que, dessa forma, incentiva-se o mercado de invenções. "Sempre haverá risco e incerteza quando as empresas estiverem desenvolvendo coisas novas, portanto parte da recompensa advém dessa possibilidade de haver a proteção pelas patentes. Por que uma empresa iria gastar milhões de dólares em pesquisas para desenvolver determinada vacina ou medicamento se esse investimento não pudesse ser recuperado e o prêmio pelo pioneirismo recebido? É claro que as patentes funcionam bem em alguns setores enquanto que em outros, o melhor mesmo é continuar inovando.", conclui o consultor.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Confira os 10 principais erros que profissionais cometem em entrevistas e dinâmicas


Empresa de recrutamento ensina dicas para candidatos não cometerem gafes e erros na hora dessas avaliações.

Quando se participa de uma entrevista de emprego ou dinâmica de grupo, o profissional deve estar ciente que os recrutadores estão avaliando muito mais do que seu currículo ou experiência profissional. Nesses processos seletivos são avaliados também a postura, o comportamento e as atitudes de cada candidato.
Principalmente quando existem semelhanças sobre as habilidades e as experiências profissionais entre candidatos concorrentes, o desempenho de cada um nessas avaliações torna-se fator decisivo na escolha do recrutador.
Por isso, é muito importante que o candidato treine o que deseja falar e se prepare adequadamente para esses processos seletivos. Contudo, é muito comum ainda, que candidatos cometam erros e falhas nessas entrevistas ou dinâmicas de grupo. Há casos de que esses profissionais saem da avaliação ou de uma entrevista, sem ao menos saber que cometeram alguma falha durante o processo.
Como uma forma de colaborar para os profissionais que estão enfrentando a maratona de algum processo seletivo, o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) selecionou os 10 principais erros que candidatos cometem nessas avaliações e revela dicas de como evitar cada situação. Confira:

1. Português Inadequado: Esse é um ponto muito importante. Falar e escrever corretamente, sem o uso de gírias, conta muitos pontos para o candidato. Procure não utilizar vícios de linguagem como "né" e "tipo". Fale com calma para sua pronúncia ser correta e não soltar, por exemplo, um "tamém" ao invés de também. Caso perceba o seu erro, corrija-se, pois dessa forma o entrevistador sabe de seus conhecimentos.

2. Vestimenta: Saber se vestir é primordial. Decotes, roupas curtas ou justas, calças muito baixas mostrando as roupas íntimas e camisetas de times devem ficar guardadas para outras ocasiões. Evite roupas sujas e amassadas e aposte em cores neutras como preto, marrom, bege e branco. Quando receber a ligação sobre a vaga, pergunte qual o tipo de traje adequado. Nem todas as vagas exigem o uso de roupas sociais. Na dúvida é melhor estar bem trajado, pois demonstra sua preocupação com o momento. Os sapatos devem estar limpos e não muito velhos.

3. Falta de Ética: Falar mal sobre pessoas e empresas pelas quais você passou não é bom para sua imagem. É antiético citar exemplos negativos, principalmente quando o candidato não está envolvido no episódio. A história pode soar como fofoca e esse não é um comportamento esperado no ambiente corporativo.

4. Postura corporal: Sentar-se com postura "largada", ombros caídos, pés inquietos e batendo no chão, olhar disperso e mãos segurando a cabeça demonstrando tédio podem fazer você ser desclassificado. O corpo transmite muitas mensagens e os entrevistadores estão prontos para entendê-las. Então, tenha postura correta, mas não force gestos e expressões faciais.

5. Conversas: Evite conversas paralelas quando o facilitador ou os candidatos estiverem falando. Isso denota falta de respeito com o outro e você pode perder explicações importantes sobre o processo seletivo. Tome cuidado quando for responder uma pergunta. Seja claro e objetivo, porém saliente como pode contribuir caso seja o escolhido.

6. Mentiras: Jamais invente cursos ou experiências em seu currículo ou entrevistas. Você poderá ser testado e, caso a empresa perceba a informação incorreta, pode finalizar a participação do candidato tanto na dinâmica, quanto após a contratação. Se não tiver conhecimentos nas áreas solicitadas, mostre seu interesse em aprender.

7. Falta de conhecimento: Procure saber sobre a empresa e o ramo na qual ela atua. Visite sites e faça buscas na Internet. Assim você poderá ter mais idéias de como ela se posiciona no mercado e mostrará interesse ao entrevistador. Não pergunte sobre salários e benefícios no início da conversa. Isso demonstra o interesse maior no dinheiro e não na oportunidade. Porém, se não ficar claro, aborde o assunto antes de finalizar o encontro.

8. Atrasos: Chegar depois do horário não é bom para sua imagem. Calcule o tempo necessário para chegar ao local e conte com os imprevistos. Pesquise se na região há obras ou previsão de chuvas e saia mais cedo nesses casos. A impressão dos candidatos que se atrasam é de falta de comprometimento. Comparecer com 15 minutos de antecedência é o indicado para relaxar antes do início da entrevista.

9. Falta de postura corporativa: As dinâmicas são um momento de avaliação. Evite conversas não relacionadas com a atividade executada. Dar gargalhadas, criticar os demais participantes ou fazer piadas em excesso não são comportamentos esperados pelo selecionador. Também não queira sempre impor suas idéias, mostre sua capacidade de compreensão quando necessário.

10. Falta de participação: Você foi chamado para uma dinâmica de grupo e quer a vaga? Então participe ativamente de todas as atividades. Apenas tome cuidado para não falar demais e deixar os outros candidatos sem espaço. Mostre que você sabe trabalhar em equipe e dê a oportunidade de outras pessoas também se expressarem.

De acordo com Natália Caroline, coordenadora de seleção do Nube, essas dicas são preciosas para quem procura uma oportunidade. "Utilizando esses conhecimentos, com certeza o candidato aumentará sua chance de aprovação em um processo seletivo e de ter mais sucesso em sua carreira", afirma.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Saiba como começar a planejar sua vida profissional antes de 2011

Não há data para dar início ao planejamento profissional; autocompromisso é um fator fundamental nesse processo.

"Se 31 de dezembro é o Dia Internacional dos Propósitos, o dia 1 de janeiro é o Dia do Esquecimento". Foi o que afirmou o palestrante e especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki. Ele defende que, para começar a ter uma vida profissional regrada e planejada, é necessário começar desde já, ou seja, assim que terminar a leitura desse texto.

O pressuposto é que a falta de planejamento implica em perda de tempo e isso pode resultar em males diversos quando o assunto é vida profissional, desde o desperdício de oportunidades até as finanças. "É como se a pessoa ficasse andando à toa, trabalhando sem objetivo, assumindo o risco de tornar a própria atividade uma ação repetitiva, sem criatividade e sem objetivos fixos", diz Eduardo.

Quando o assunto é administração de empresas, a tendência é a mesma. O empresário perde tempo ao assumir em excesso tarefas não planejadas e, no final, acaba sendo superado pela concorrência. Para ele, "no momento em que o empreendedor não otimiza os seus recursos, eles não vão estar disponíveis quando for necessário. Quando ele perceber que perdeu tempo, o concorrente já ocupou o espaço".

Eduardo acredita que existem seis etapas para quem pretende fazer um planejamento profissional:
1. Definir o resultado que espera, ou que disciplina pretende adotar para atingir tais resultados, já que planejamento é algo contínuo;
2. O que é preciso fazer ou aprender para se chegar ao patamar esperado;
3. Quem ou o quê pode ajudar durante esse processo. Um desconto especial na mensalidade do curso, um amigo que domine o idioma estrangeiro que você precisa aprender; tudo isso é válido;
4. Assuma a responsabilidade pelo que está acontecendo ou não durante a execução do planejamento. Não adianta reclamar, dizer que estava errado desde o começo e querer desistir. É preciso rever os erros e buscar corrigi-los;
5. Cumpra o compromisso assumido. Recomeçar é mais complicado do que continuar. Além disso, às vezes somos mais comprometidos com outras pessoas do que conosco, mas, nesse caso, é fundamental que se mantenha o compromisso firmado consigo mesmo;
6. Faça ajustes, aprenda a negociar para atingir os objetivos mais rapidamente, mas nunca negocie 'para menos'.

Pra hoje?

Eduardo também lembra que o excesso de atividades 'urgentes' no nosso dia-a-dia não é desculpa para esquecer o planejamento ou achar que isso é algo 'congelado' e pouco dinâmico. Quando as situações imprevisíveis são antecipadas com o preparo profissional, fica mais fácil superá-las.
"Quando vem uma 'onda' inesperada, ela vai exigir de mim os pontos fortes, não os fracos, embora estes também fiquem expostos após o enfrentamento da situação. Na próxima onda, os pontos outrora fracos estarão fortalecidos. Não podemos permitir que situações imprevisíveis adquiram proporções maiores do que elas realmente têm. Ao invés de ficar se criticando pelas suas fraquezas, assuma o compromisso de fortalecer seus pontos fracos", destacou o especialista.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Educação além da sala de aula, formação para a vida

Atividades extracurriculares são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades em crianças.

Foi-se o tempo em que oferecer aulas era tudo que competia às escolas. Esporte, arte e cultura, definitivamente, deixaram de ser apenas opções para o lazer ou para preencher o tempo livre. Oferecidas pelas instituições de forma extracurricular, essas atividades têm sido cada vez mais importantes para o desenvolvimento de habilidades em crianças e adolescentes.

Para Maria Fernanda Suss, pedagoga e orientadora educacional do Colégio Positivo, a principal função das atividades é desenvolver diferentes habilidades e oportunizar vivências diferenciadas. "O esporte e a cultura têm um peso muito forte no desenvolvimento e trazem benefícios físicos, psicológicos e relacionais bastante grandes", explica a professora.

Os benefícios são sentidos também em sala de aula, com alunos mais atentos e sensibilizados com o outro, resultado do convívio em grupo. A pedagoga explica que, em geral, as atividades criam novas relações entre alunos, reforçam o aprendizado em sala de aula e vice-versa.

Além disso, com a opção pela atividade mais adequada, crianças tímidas podem desenvolver melhor suas habilidades de comunicação, tornando-se mais extrovertidas, e as agitadas podem se tornar mais calmas e centradas, pois terão nas atividades um meio para canalizar suas energias.

A escolha da atividade

O professor Zair Candido Netto, supervisor de Esportes e Cultura do mesmo colégio, diz que "é fundamental que os pais considerem o gosto da criança". Ele ainda orienta a família para que seja desenvolvido nos filhos o senso de responsabilidade, para que eles continuem as atividades após a matrícula.

"É normal que, no começo, a criança deseje trocar de modalidade. Ela precisa conhecer as diferentes opções para se identificar com alguma e ser estimulada. Porém, é importante que permaneça de quatro a seis meses em uma mesma atividade e que os pais a conscientizem sobre o investimento que está sendo feito", esclarece o professor.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os cursos profissionais que deverão ser tendência em 2011

Demandas são originadas da percepção das pessoas de que devem se conhecer cada vez mais.

Ano novo, vida nova. Com o mercado de trabalho em alta no Brasil, muitos profissionais devem se preparar para adquirir mais conhecimento estratégico em 2011. O foco deverá estar nos cursos válidos para qualquer tipo de executivo, abrangentes para qualquer profissão.

Para a consultora sênior da DBM, Irene Azevedo, os cursos profissionais que deverão ser tendência em 2011 estão ligados ao comportamento humano. "Cursos de coaching e liderança possivelmente estarão cheios de executivos nas salas de aula", afirma.

Segundo ela, essas demandas são originadas da percepção das pessoas de que devem se conhecer cada vez mais, para poder fazer face ao mundo corporativo cheio de tarefas. Além disso, os executivos querem fazer escolhas adequadas para suas vidas.


O comportamento


A mesma opinião é compartilhada pela coordenadora de cursos da Catho Educação Executiva, Etienne Carvalho, que chama a atenção para as competências comportamentais. "Sem essas competências, é impossível adquirir conhecimento técnico e pessoal. É o passo inicial, pois vemos que os desafios emocionais aparecem em maior escala do que os técnicos dentro das empresas", avalia.

Dentro das habilidades comportamentais, destaca-se o exercício da comunicação. "Antes de procurarem outra língua, as pessoas devem vencer a dificuldade de se expressarem no próprio idioma", diz a consultora da DBM.

A coordenadora de cursos da Catho concorda: "A comunicação interpessoal envolve o desenvolvimento de aptidões como feedback, negociação e compreensão", e ainda completa dizendo que os executivos irão buscar especialização em administração do tempo e planejamento estratégico.


Perspectivas


Irene avalia que, para o próximo ano, os profissionais deverão priorizar como especialização o aperfeiçoamento enquanto pessoa e líder dentro das empresas em que trabalham. Além disso, a consultora ainda acrescenta que, em 2011, novos cursos que prezem pelo auto-conhecimento serão procurados pelos executivos brasileiros.

Já para Etienne as pessoas buscam estes tipos de cursos porque descobrem que estão em uma zona de conforto, porque têm medo ou porque não avançam em uma determinada situação.

"Por meio dos sentimentos, você descobre quem realmente é, e passa a entender o que procura e como chegar a esse sonho. Em 2011, os executivos irão procurar conhecer suas emoções", conclui Etienne.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Indeciso para o vestibular? Saiba fazer uma boa escolha

Para especialistas, vestibulandos devem analisar aptidões e indagar profissionais do mercado na hora de optar por uma carreira.

Foi-se o tempo em que escolher uma carreira no vestibular significava fazer uma opção entre engenharia, medicina ou direito. Com uma cartela enorme de possibilidades, muitos jovens se deparam com a dúvida – e a angústica – na hora da inscrição. Ainda há tempo para refletir antes da decisão? Segundo especialistas consultados pelo site de VEJA, a resposta é sim.

A notícia anima a estudante Amanda do Santos, de 18 anos, dividida entre os cursos de medicina e jornalismo. "Eu me interesso pela área de humanidades. Mas, por outro lado, sempre estive em contato com a medicina, pois meu pai é médico, e sei que gostaria de atuar na área", conta.

Revolver as dúvidas do caminho acerca da futura profissão exige empenho do estudante, que deve fazer um processo intenso de reflexão e pesquisa. Visitas a feiras de profissões, universidades e também conversas com profissionais que já atuam no mercado podem ajudar – e muito. Mas só isso não basta: é preciso levar em conta habilidades e desejos.

"O ideal é fazer uma análise da história de vida e buscar as competências particulares que se sobressaem. A partir daí, identificar carreiras compatíveis com o perfil de cada um", orienta Carlos Castanha, da Quixote, empresa especializada na resolução de conflitos vocacionais. "Identificadas essa carreiras, o aluno deve partir para a coleta de informações. É aconselhável que, além de ler sobre o assunto, ele entre em contato com pessoas do mercado de trabalho", diz o especialista.

Muitas vezes a indecisão de fato é fruto da falta de informação. "O vestibulando deve buscar profissionais da área em que pretende atuar e fazer perguntas específicas sobre a carreira", afirma Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching. Na visão do especialista, de preferência, o estudante deve buscar ajuda junto a pessoas com quem não tenha vínculos – principalmente laços familiares. Isso porque, na hora da decisão, a opinião dos pais, por exemplo, pode pesar excessivamente. "Os pais devem emitir opinião, desde que ela esteja amparada por argumentos sólidos. É importante também que pai e mãe não se oponham aos filhos, caso os jovens optem por um curso distinto", afirma Silvio Bock, da Nace Orientação Vocacional.

Carolina Petrozziello, de 18 anos, sempre quis cursar arquitetura. Até o dia em que a mãe dela sugeriu a carreira de veterinária. "Ela disse que levo jeito com os animais e que poderia me dar bem na profissão", conta a estudante, que decidiu prestar os dois cursos em universidades distintas. "Como vou prestar veterinária em uma faculdade pública e arquitetura em uma particular, se for aprovada nas duas, optarei pela veterinária".

Mercado de trabalho – Outro assunto que assusta os vestibulandos é o mercado de trabalho. Fernanda Carriel, de 18 anos, está dividida entre a arquitetura e o desing de interiores. Ela acredita que tem mais talento para a segunda opção, mas, na visão dela, a arquitetura lhe ofereceria mais oportunidades de trabalho. É um fator que, de fato, pode ser levado em conta pelo vestibulando.

"É preferível optar por um curso mais amplo e depois especializar-se. Quanto maior a abrangência no início da carreira, melhor", diz Alberto Nascimento, coordenador do curso preparatório para o vestibular Anglo, que acumula anos de experiência na tarefa de orientar os indecisos. Bock, da Nace Orientação Vocacional, acrescenta: "A fragmentação das profissões e dos cursos assusta o aluno à primeira vista. É preciso que ele entenda cada uma das carreiras para tomar a decisão mais acertada".

Fernanda afirma que vai fazer sua escolha por conta própria. "Tenho medo de buscar mais informações nas feiras de profissões ou testes vocacionais e, assim, descobrir ainda mais opções: isso só aumentaria minhas dúvidas", conta. "Já estou entre duas carreiras: se aparecer uma terceira ou quarta, não conseguirei me decidir".

Se a indecisão é grande demais, esperar os processos seletivos do próximo ano é uma alternativa a ser considerada – ainda que implique mais um ano de estudos intensos. "Atendo alunos muito jovens que precisam amadurecer sua escolha. A eles, aconselho que se inscrevam no vestibular, mas apenas para testar seus conhecimentos", diz Carlos Castanha.

Fonte: Site da Revista Veja.

O que fazer quando seu estilo de trabalho difere do da empresa?


Muitas vezes o profissional considera como uma questão de modo de trabalhar outros problemas que têm no ambiente profissional, mas que são de outra natureza.

O que fazer quando o seu estilo de trabalho não coincide com o da empresa onde você atua? Para responder a essa questão, é preciso primeiro saber se o problema que você aparenta ter é de fato uma questão de estilo, pois muitas vezes o profissional considera como uma questão de modo de trabalhar outros problemas que têm no ambiente profissional, mas que são de outra natureza.

"Eu, como profissional, devo sempre fazer uma autoanálise, entender meu perfil, saber quais são meus valores e analisar se o ambiente no qual eu estou inserido está de acordo ou não", afirma a consultora de Carreira da Career Center Claudia Monari.

Para ela, entender se os problemas advêm de uma questão de estilo de trabalho depende muito dessa análise. Por sua vez, a gerente da V2 Recursos Humanos, Andréa Kuzuyama, acredita que saber se o modo de trabalho de um profissional difere do da empresa depende de questões mais objetivas.

Perceber se consegue cumprir os prazos da organização, se tem dificuldades de relacionamento com colegas e líderes, se discorda da postura deles e dos valores da empresa já é um passo para notar que aquela vaga não é a sua cara. "Se existem características opostas, fica evidente essa diferença", diz Andréa.

"Tanto o profissional percebe como as pessoas que trabalham diretamente com ele têm facilidade de perceber, porque essa diferença tende a ser muito discrepante", afirma a gerente.

Claudia não acredita em um diagnóstico tão imediato. "Nem sempre é fácil perceber essas diferenças. Para isso, o profissional deve vivenciar as situações de dentro da empresa. Se ele se limitar apenas a fazer sua parte no trabalho e não conviver com as pessoas, vai ser difícil ler o ambiente", afirma.

Estilo ou emprego novo?

Trabalhar de uma maneira diferente daquela que a empresa exige pode ser uma questão de adaptação. Contudo, quando essa diferença é muito evidente pode acabar prejudicando a ascensão profissional do colaborador. "Quando isso acontece, dificilmente a pessoa consegue se manter na empresa ou ela acaba sendo desligada ou ela mesma por dificuldade de se adaptar acaba pedindo o desligamento", explica Andréa.

Claudia tem a mesma percepção. "Se ele não está totalmente adaptado ao ambiente, cedo ou tarde, ou a empresa ou o próprio profissional vai tomar a decisão de por um ponto final no contrato de trabalho e partir para uma outra oportunidade, mais adequada", considera.

Diante dos possíveis prejuízos, o que o profissional deve fazer: tentar se adaptar ao modo de trabalho da empresa ou mudar de emprego? Para Claudia, se o profissional perceber que mudar o estilo de trabalho pode fazer dele um colaborador melhor, a tentativa de mudança é válida.

O que não pode é forçar um perfil que não tem. "Caso essa mudança ultrapasse os valores e o próprio perfil desse profissional, é melhor que ele busque outras oportunidades", reforça a consultora. Andréa acredita em mudanças efetivas, mas concorda que elas não devem trazer prejuízos para o profissional.

Para ela, a questão de mudar de estilo ou de trabalho envolve uma vontade desse colaborador de efetivar essa mudança. "Eu acredito que o ser humano tem capacidade para mudar e se adaptar, mas, antes de tudo, ele precisa querer; ou deve buscar um emprego com a 'sua cara'", ressalta.

Hora da decisão

Escolher um outro estilo de trabalho ou sair da empresa é uma decisão que envolve um planejamento de carreira acertado. Para Andréa, o profissional precisa ter claro qual o objetivo de carreira e de vida dele. "Caso a mudança proposta seja em uma atividade transitória, que não tem a ver com os objetivos ou que vai contra os princípios, vale buscar uma outra oportunidade", acredita.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fim de ano: transforme a confraternização em tradição na sua empresa

Esse é o melhor período para promover uma interação sadia e descontraída entre os colaboradores.

Após um estafante ano de muito trabalho e resultados, nada mais justo do que descansar e... confraternizar. A maioria das empresas realiza esse tipo de comemoração entre os colaboradores no período natalino, algumas há tanto tempo que a festa já deixou de ser uma questão de interação ou clima organizacional para se transformar em tradição.
O escritório de advocacia Moraes & Souza Advogados e Consultores realiza o evento há 21 anos. "Fazer da confraternização um momento especial, de alegria, de união dos colaboradores, deve ser a marca de uma empresa com boa gestão. Deve ser um momento de indispensável descontração", afirma o advogado Alexandre Moraes, sócio do escritório.
Ele completa dizendo que a intenção neste ano é fazer algo menos formal, nas próprias dependências do escritório. Para ele, a importância do evento reside na "integração dos colaboradores, pois a participação deles na organização do evento, através da divisão das tarefas, sugestões para ornamentação, integra-os neste processo de confraternização, fazendo com que todos estejam presentes e possam se sentir mais à vontade".
A agência de publicidade Bloom utiliza a criatividade natural da empresa para fazer algo diferente no final do ano. "Nas confraternizações de fim de ano, eu e as demais sócias, a Carol Azevedo e Raquel Bianchi, elaboramos um filme em forma de retrospectiva para veicularmos entre os nossos funcionários. Essa é uma das nossas tradições", enfatiza Júlia Maciel.

Veja algumas dicas para acertar na confraternização da sua empresa:

1. Decidir os detalhes com a participação dos colaboradores;

2. Caso necessário, selecionar e contratar serviços terceirizados (como buffet ou músicos) com boa reputação;

3. Amigo oculto também é tradição e geralmente funciona;

4. Não precisa ser tão rígido nos detalhes, afinal, você e sua equipe não estão buscando resultados nem produzindo relatórios;

5. Dê preferência a dinâmicas e ações que promovam a união e desencoraje a segmentação/hierarquização dos colaboradores.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Orientação desde cedo


Passar por processos de coaching desde o primeiro emprego ajuda os jovens profissionais a ter mais autoconhecimento e tranquilidade para crescer na carreira.

Ao terminar o curso de relações internacionais na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais em 2008, Bernardo Vilhena, de 23 anos, tinha uma certeza inabalável: atuaria na área assim que ingressasse numa grande empresa. Mas no ano passado, quando se tornou trainee do Grupo Pão de Açúcar, ele começou a questionar sua convicção. As dúvidas surgiram graças aos conselhos que recebeu de um coach contratado pela empresa para acompanhar os trainees ao longo de um ano. "Depois de ter passado por diferentes departamentos, eu consegui perceber que, apesar da minha formação, tenho mais afinidades com a área imobiliária do que com a de relações internacionais", diz Bernardo.

“Essa mudança drástica nunca teria acontecido se eu não tivesse um coach para ajudar a traçar o meu perfil.” Antes restrito a profissionais de alto nível hierárquico, os programas de coaching — em que um orientador com experiência corporativa ajuda um profissional a desenvolver novas habilidades, solucionar problemas comportamentais e até a reavaliar o plano de carreira — começam a ser direcionados para jovens que estão ingressando no mercado.

Empresas como a rede varejista Pão de Açúcar, a fabricante de produtos de higiene Johnson & Johnson e a produtora de papéis Klabin já incorporaram a prática em seus programas de trainee. “Havia a necessidade de a companhia ajudar os jovens a amadurecer emocionalmente para que estivessem bem preparados no momento de assumir um cargo gerencial”, diz Maíra Habimorad, consultora do Grupo DMRH, responsável pelo coaching da Johnson & Johnson. Estimular o autoconhecimento e barrar a ansiedade são os principais objetivos dos programas de orientação voltados a jovens talentos.

Com pouca idade e baixa vivência corporativa, essa turma se desenvolve mais rápido quando é acompanhada de perto por um mentor que entende de mercado e tem sensibilidade para radiografar as angústias que apavoram quem está começando. “Na maioria das vezes, o jovem que entra numa empresa não sabe como lidar com a hierarquia e fica muito ansioso diante das escolhas a fazer. O coaching auxilia nesse processo de crescimento profissional”, diz Rudney Pereira Júnior, gerente da Foco Talentos, consultoria de RH, de São Paulo. Ter o acompanhamento de um coach logo no início da jornada profissional também diminui as chances de errar na hora de fazer o planejamento de carreira (e de vida).

A consultora Vicky Bloch, pioneira do coaching no Brasil, explica: “Esse tipo de orientação ajuda o jovem a entender quais são as metas pessoais e profissionais e a ver o que o motiva em um ambiente novo”. Exatamente por causa dessa avaliação de objetivos, a publicitária paulistana Gabriela Massan, de 22 anos, trainee da Johnson & Johnson, conseguiu se sentir segura sobre suas decisões. “Fiquei mais tranquila ao escolher minha alocação em marketing depois de ter feito sessões com meu coach, que conhece os caminhos de mercado e me ajuda a entender exatamente quais são, neste momento, os objetivos que quero atingir”, diz ela.

Além de benefícios para os profissionais, os programas de coaching também trazem ganhos altos para as empresas. “As companhias que se dedicam a treinar seus talentos desde cedo formam lideranças que, no futuro, vão fazer a diferença”, diz Vicky Bloch.


VOCÊ PAGA

Se você trabalha numa empresa que não tem programa de coaching para jovens, há a opção de contratar um orientador particular. Custa caro, principalmente para quem está no início de carreira. A consultoria DMRH tem um programa com duração de 10 sessões que custa entre 2 800 reais e 4 000 reais.

MITOS DO COACHING

É preciso estar alerta na hora de escolher um coach. “Há muitos profissionais mal preparados no mercado” diz a consultora Vicky Bloch, que lista abaixo, com o consultor João Mendes de Almeida, alguns dos principais mitos do coaching.

1 Qualquer um pode ser coach
Para ser coach, o profissional deve possuir experiência em gestão de pessoas, vivência em empresas e senioridade (pessoas muito jovens ainda não têm maturidade e experiência para orientar o desenvolvimento de outras).

2 Método pra quê?
O processo de coaching é diferente do feedback do dia a dia: não pode ser conduzido informalmente. É necessário método, foco, prazo e base conceitual para atingir o objetivo.

3 Só para problemáticos
Não é preciso estar com um problema para contratar um coach. Em casos de promoção, por exemplo, o processo de coaching é essencial para que o funcionário reveja suas competências e seu papel na empresa.

4 É milagroso!
O coach sozinho não resolve os problemas de um profissional. Sem o comprometimento da empresa e de quem recebe a orientação, não há desenvolvimento de carreira.

5 Coaching é terapêutico
O foco do coaching são as atividades profissionais, e não pessoais. O coach leva em conta a história pessoal, a personalidade, o conhecimento e as perspectivas de futuro para que, no final do processo, o profissional desenvolva sua carreira.

Começar por baixo, mais que um exercício de humildade


Hoje, muitos jovens profissionais padecem de um mal terrível: a pressa. Essa ânsia de crescer rapidamente, de galgar posições em poucos anos, de se dar bem, definitivamente não orienta para positivos no futuro. Mais vale a entrega plena às circunstâncias do presente.

Um exemplo dessa pressa prejudicial ocorre nos processos de seleção de trainees para grandes corporações, onde, jovens promissores são aprovados em disputas que chegam a envolver milhares de candidatos para poucas vagas.

E o problema vem com a contratação. O fato de serem escolhidos costuma inflar o ego dos jovens, e muitos deles entram na empresa achando que são os tais, que já sabem tudo, que serão promovidos em poucos meses; mas, a princípio, o que podem oferecer é apenas um grande potencial porque ainda não têm experiência. Os que são humildes o suficiente para compreender isso se submetem ao aprendizado e, quase sempre, se dão bem. Os outros logo se sentem decepcionados, insatisfeitos e injustiçados e não chegam lá!


(Texto de Luiz Fernando Garcia, do livro “Gente que faz” – ed. Gente)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bem sucedido e sem culpa


Conflito diário entre família e trabalho gera nos executivos uma alta carga de tensão emocional como estresse, culpa e angústia.

Falta de tempo ou despreocupação com a qualidade de vida? O que leva um profissional a trabalhar mais de 15 horas por dia e deixar de lado a realização de atividades que lhe trarão satisfação e energia? Afinal, será mesmo possível balancear vida pessoal e carreira, valores pessoais e profissionais?

O conflito diário entre família e trabalho gera nos executivos uma alta carga de tensão emocional como estresse, culpa e angústia que, além de prejudicarem o desempenho profissional, estão diretamente ligados a saúde. O Fleury Medicina e Saúde, grupo especializado em prevenção e diagnóstico de doenças, fez um levantamento sobre a saúde do executivo. O resultado é preocupante. A pesquisa, realizada com 2.742 executivos que passaram pela unidade de check-up entre fevereiro de 2006 e junho de 2009, revelou que 43% desses profissionais apresentam algum problema de saúde e 37,5% têm sobrepeso. A falta de tempo é apontada como principal empecilho para o líder cuidar da sua saúde.

Acredito que o resultado desse estudo pode ser explicado pela falta de significado nas atividades desses profissionais, ou seja, o conjunto de valores, princípios, visão e missão da empresa deixaram de ser os mesmos almejados, um dia, pelos CEOs, para suas próprias vidas. As diferentes crenças podem causar, com o passar do tempo, o sentimento de angústia e frustração, mas existem possibilidades de reverter esse quadro.

O primeiro passo é reavaliar as últimas decisões tomadas, referentes à carreira e vida pessoal. Identificar as tarefas que causam desagrado e que vão contra aquilo que se acredita é fundamental para colocar a vida nos eixos. Caso esteja insatisfeito com o trabalho que desenvolve e a empresa em que trabalha, busque novas oportunidades. Mas se a questão é realmente a falta de tempo em conciliar todas as áreas da vida, é hora de rever a agenda, priorizando de fato o que é importante e indispensável, desde a entrega de relatórios até o aniversário de casamento. Assim, será possível aumentar a produtividade atendendo as expectativas do trabalho, com a possibilidade de render além do esperado e, ao mesmo tempo, conseguirá se dedicar mais a tudo aquilo que realmente importa para você.

Existe a culpa por estar longe de casa e não acompanhar o crescimento e as conquistas diárias dos filhos, porém, de contra partida, existe também a satisfação de poder proporcionar conforto e qualidade de vida para a família. Muitos executivos estão felizes com o cargo que conquistaram ao longo de anos de dedicação à carreira e, abrir mão de tudo, não faz parte dos seus planos. Na fase profissional em que se encontram o dinheiro passa a ser consequência, pois a prioridade é o reconhecimento no trabalho, contribuir ativamente no crescimento e desenvolvimento da empresa em que atuam, com o conhecimento adquirido em anos de estudo e experiência.

O nível de estresse é alto para as pessoas que exercem cargos gerenciais, então para evitar que essa rotina atribulada, adquira aspectos negativos na vida é preciso ponderar as atividades desenvolvidas. Levar tarefas para casa com regularidade, por exemplo, pode não ser a melhor saída, pois, dessa forma, você não estará aprimorando o seu desenvolvimento como deveria e ainda correrá o risco de aumentar esse nervosismo. Uma alternativa é utilizar este curto espaço de tempo para concluir alguns cursos, ler aqueles livros voltados para sua área de atuação ou realizar qualquer outro tipo de atividade que otimize sua carreira de maneira mais significativa do que a extensão do horário de trabalho para sua casa.

O desafio é que os anseios pessoais relacionados à carreira, como cargo, reconhecimento financeiro e moral condigam com o seu propósito de vida. O equilíbrio é a chave para conciliar todas as atividades sem nutrir sentimentos como a culpa ou angústia. Seja um profissional de sucesso mas, acima de tudo, seja uma pessoa de sucesso.



Anderson Cavalcante - é administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários n exterior, no evento Expo Business Japan. É autor dos best-sellers "O que realmente importa?"; "As coisas boas da vida", lançado também na Europa, entre outras obras produzidas pela Editora Gente. No Brasil, seus livros já venderam mais de 478 mil exemplares e estão nas listas conceituadas das obras mais vendidos do país. Para mais informações, acesse www.andersoncavalcante.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Acomodado eu? Consultores dão dicas para saber se está acomodado no trabalho

Falta de inovação e a não preocupação em aparecer podem ser indicativos de acomodação.


João trabalha na mesma empresa há anos, nunca mudou de cargo, mas está contente com a função que exerce, com o salário que recebe e não tem nenhuma pretensão de assumir novas responsabilidades, ou de procurar uma nova colocação no mercado. João pode ser considerado uma pessoa feliz? Sim, mas também poder ser que João seja acomodado.
De acordo com as especialistas ouvidas pelo Portal InfoMoney, a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Cristina Reininger; e a consultora de Outplacement da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Maria Helena Mazari, a falta de inovação e a não preocupação em aparecer, por exemplo, podem ser indicativos de acomodação.
"A pessoa começa a achar que tudo faz parte da rotina e passa a não trazer soluções para a empresa. Ela não inova e não se preocupa em aparecer, em fazer mais, em dar sugestões", diz Cristina.

Sem promoções

Outros indícios de que o profissional pode estar acomodado são não ser chamado para novos projetos na empresa e não ser agraciado por promoções, especialmente quando colegas na mesma função, com menos tempo de empresa, conseguem evoluir dentro da companhia.
"Este é um sinal, entre outras coisas, de que a pessoa tem baixa produtividade, não procura melhorar as dificuldades apontadas, não se recicla, é sem energia", explica Maria Helena.

Impactos

Ainda de acordo com as especialistas, a acomodação pode levar à estagnação da carreira e até à demissão, já que o profissional não acompanha o desenvolvimento da equipe e da empresa como um todo.
Além disso, pessoas que costumam apresentar acomodação na vida profissional costumam não se atualizar, o que pode dificultar uma possível busca de recolocação no mercado de trabalho.
Por outro lado, ao perceber que está acomodado, o profissional pode tentar reverter a situação, procurando se atualizar, sanar possíveis "gaps", sendo mais participativo e até procurando a ajuda de profissionais mais experientes, como um mentor, ou mesmo o líder ou o RH (Recursos Humanos) da empresa.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vamos fazer de 2011 o ano da diversidade?


Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, somente 1,5% dos profissionais das 500 maiores empresas brasileiras são deficientes, o que revela a baixa taxa de diversidade nesse aspecto.

Clima de alegria e descontração, pessoas mais próximas uma das outras: é o espírito predominante na época de Natal e Réveillon. Mas será que as empresas estão aproveitando essa atmosfera de união entre as pessoas para colocá-la em prática nos ambientes de trabalho? Como vem sendo tratada a integração entre os diferentes funcionários nos espaços profissionais? Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, somente 1,5% dos profissionais das 500 maiores empresas brasileiras são deficientes, o que revela a baixa taxa de diversidade nesse aspecto.

Diante disso, é bom destacar que, no caso dos deficientes, não é suficiente apenas respeitar a legislação que obriga empresas com mais de 100 funcionários a contratar de 2% a 5% de profissionais com algum tipo de deficiência. As organizações precisam ir além. Isso significa criar medidas de real inclusão, como rampas apropriadas, ou seja, práticas alternativas que tornem o profissional cada vez mais próximo da realidade da empresa para que ele não seja tratado como alguém diferente dos outros.

Essa atitude de valorização da diferença é fundamental para que haja de fato a inclusão social e o fim do preconceito nos ambientes de trabalho, não só em relação aos deficientes, mas também quanto à diversidade de raças, idades e sexo. O tempo de Festas é um ótimo período para a criação de medidas inclusivas, mas é importante lembrar que essas não são instantâneas e feitas de um dia para o outro. Às empresas, cabe a tarefa de desenvolver práticas efetivas e duradouras para a integração entre profissionais de ideias, pensamentos e características diferentes.

Mas será que as organizações estão preparadas para isso? Parece que ainda não, já que das 850 mil vagas estimadas às pessoas com deficiência, apenas 23,8% delas são cumpridas de acordo com a legislação. Além disso, os negros, por exemplo, ainda são minoria nos cargos de gerência das empresas. O fato é que há ainda muito a ser feito em relação à verdadeira inserção dos diferentes funcionários nos ambientes profissionais.

Precisamos lembrar que, por meio de medidas eficientes, a empresa ganha em todos os sentidos, interna e externamente. Ou seja, a equipe de profissionais trabalha mais motivada, o que gera mais produtividade. Além disso, práticas inclusivas são encaradas de forma positiva por parte dos consumidores, atualmente mais exigentes e em busca de empresas que inovem. Assim, a imagem da organização também é elevada e passa a ser encarada como parte integrante da sociedade.

Então, o que as empresas estão esperando? Organizações como a AACD já possuem programas que visam à inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência, por exemplo. Segundo dados da instituição, de 2008 a 2010, 674 deficientes físicos membros da associação foram contratados por empresas de diversos setores. Pode ser uma boa oportunidade, o primeiro passo para as empresas que caminham rumo à real inclusão social.

Por isso, não fique parado, empresário: invista em práticas inclusivas. E você, colaborador, busque se integrar aos distintos funcionários, valorizando o diferente como um complemento para sua própria individualidade. Vamos transformar o clima de união característico do Natal e do Réveillon em uma prática rotineira nos ambientes profissionais para o próximo ano. O sucesso depende do trabalho de todos, em que cada um traz sua contribuição para o bom desempenho da empresa.


Antonio Carlos Pereira - é consultor, palestrante com mais de 17 anos de experiência executiva em vendas e aplicação de soluções práticas para o cotidiano corporativo. Sócio-diretor da Areté, empresa especializada em treinamento e desenvolvimento profissional. Para mais informações, acesse:

www.antoniocarlospereira.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A arte de vencermos a nós mesmos

“O maior guerreiro é aquele que vence a si mesmo”. Essa frase é do estrategista e mestre chinês do século quatro antes de Cristo, Sun Tzu. Ele escreveu o clássico ‘Arte da Guerra’.
Para vencer a si mesmo é preciso despertar o estrategista que há dentro de nós, mantendo o equilíbrio entre o corpo, a mente e a consciência.
A estratégia para conseguir esta harmonia é bem simples: vivencie plenamente o presente. Esteja alerto, porém relaxado.
O estrategista sabe que soldados de uma tropa não podem tomar decisões de comando por conta própria, eles apenas obedecem às ordens da nação para execução plena da estratégia.
Os generais e altos oficiais, coordenados pelo estrategista, representam nossa mente. É a intuição coordenando e unida à razão.
Quando nos deparamos com um defeito a ser vencido, devem agir de cima pra baixo. Tal como dizem os sábios chineses: ‘não se varre uma escada de baixo para cima’.
Diante de um obstáculo, mantenha o equilíbrio, conheça seus impulsos, mantenha sua mente serena e faça com que ela se ajuste aos desafios do caminho.
O general que faz suas tropas avançarem rápido de mais pode levá-las ao abismo. Se avançarem lento demais, perderão a oportunidade da vitória no tempo certo.
O mesmo pode acontecer com executivo e sua empresa. A estratégia possibilita dar passos na medida certa, mas pode ser arruinada por jogos ilusionistas do adversário.
Para evitar errar, podemos tomar decisões consultando nosso estrategista interno, nosso estado de consciência. Observar o não observado, compreender a forma através do vazio.
Ponderar, frear os esquemas dos nossos adversários não pela hostilidade, mas pela diplomacia. Como disse Confúcio: “Não se mata uma mosca com tiro de canhão”.
A sabedoria na arte de vencermos a nós mesmos é a ponderação e o bom senso em todos os instantes da vida.
Deixar de agir por impulsos do corpo e do stress precipitado, evitando cair no esquema engenhoso do nosso pior inimigo: nós mesmos.
Para mudarmos sempre para melhor, não basta levar nossas tropas de campo em campo, mas treiná-las melhor, assim como nossa mente.
Nem sempre se muda de instituição educacional para obter o melhor aprendizado. A mudança se faz em nossas configurações internas.
Uma boa receita de configurações estratégicas para vencer a si mesmo é: Adquira a autoconfiança através do autocontrole, e este através da autodisciplina.

(texto de Shidoshi Graziano Nardis)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ambientes mais leves ajudam os profissionais a trabalhar melhor, mas é preciso cuidado para que a brincadeira não desvie o foco

Diversão no trabalho é saudável, eleva o desempenho, mas tem limite

Um líder mais espirituoso, uma equipe mais entrosada, um ambiente menos sisudo. Esses três itens ajudam a deixar o clima no trabalho menos tenso, deixam os profissionais mais leves e felizes e aumentam a produtividade e o desempenho deles. Embora não seja aceita em muitos ambientes de trabalho, a diversão só traz benefícios.
“O ambiente descontraído é sadio e motivador e pode, sim, aumentar a produtividade dos profissionais”, afirma a gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Novais. “Um local mais divertido aumenta a criatividade”, diz.
Dependendo da cultura da empresa, o ambiente corporativo pode ser menos ou mais divertido. Porém, para a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital Emmanuele Spaine, independentemente da área de atuação da empresa, climas mais descontraídos são necessários, até para permitir a manifestação de ideias, muitas vezes proveitosas, que em um ambiente mais fechado sequer seriam pronunciadas.

Nada de cara feia

De acordo com Vanessa, as vantagens de um clima mais divertido na empresa são tantas que até ampliam as chances de os profissionais serem promovidos. “As pessoas mais bem humoradas acabam recebendo 80% mais promoções que as mais carrancudas, sem contar que são mais lembradas pelos líderes”, afirma.
Esse bom humor não depende apenas do perfil do profissional, pois um ambiente leve e aberto na empresa ajuda os colaboradores a terem o sorriso mais tempo no rosto. E não é preciso muito para isso. As especialistas afirmam que pequenos momentos de descontração ajudam a melhorar o ambiente, principalmente em empresas que primam pela competitividade.
"O fato de você ter uma liberdade para conversar, fazer brincadeiras e até piadas ajuda nesse sentido”, diz Vanessa. “Salas de jogos e ambientes decorados podem ser interessantes”, completa Emmanuele.
Esses pequenos gestos devem partir tanto do gestor como dos profissionais. “Os colaboradores podem sugerir ações que promovam esse ambiente, mas não podem ultrapassar a autoridade do líder”, ressalta Vanessa.

Levando o trabalho a sério

Deixar o clima mais divertido não significa esquecer que é preciso atingir resultados. “Os profissionais têm de se levar a sério, sim, e levar o seu trabalho a sério”, diz Emmanuele. Para ela, muito do ambiente mais harmonioso na empresa deve-se à satisfação do profissional com o seu trabalho. “Quando você tem uma identificação com a organização e seu trabalho, esse clima já vai ser mais leve”, diz a headunter.
E, nessa história, a linha entre ser um profissional bem humorado e um palhaço é tênue. “Toda diversão tem limite, ainda mais dentro do ambiente de trabalho”, ressalta Vanessa. “Piadas a todo o momento, brincadeiras com times de futebol, enfim, podem gerar algum desconforto e faz a equipe perder o foco”, considera a gerente.
Para ela, momentos de diversão devem ser esporádicos para serem eficazes. “A semana inteira com o departamento decorado, por exemplo, cansa. Piadinhas toda hora, cansa. Chega uma hora que tudo cansa, fazendo com que essa diversão perca o objetivo”, avalia Vanessa.

InfoMoney

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Saiba como realizar e receber um feedback sem constrangimento


Carlos Alecrim, coach executivo e CEO do ICCoaching, revela ao Portal Administradores alguns segredos para uma interação eficiente dentro das empresas

Como você recebe uma sugestão, crítica ou comentário no trabalho? Tenta aprender com o que é dito ou ignora a opinião recebida?

Caso você esteja no "time" que absorve críticas e transforma em algo construtivo, parabéns! No trabalho, quem recebe bem o feedback tem a oportunidade de alinhar-se aos objetivos e metas da empresa ou melhorar seu desempenho pessoal de forma mais rápida e eficiente.
Porém, nem sempre é fácil adaptar as pessoas. É comum encontrarmos o "time" que não é muito chegado a criticas e sugestões. São aqueles profissionais geralmente "turrões" ou que não têm o famoso "semancol" e, muitas vezes, atrapalham o desempenho de toda uma equipe.
Nesse momento, algumas ações podem facilitar a interação franca entre profissionais e evitar constrangimentos. Como forma de colaborar com o dilema dessa interação, o Portal Administradores conversou com Carlos Alecrim, coach executivo, palestrante e CEO do ICCoaching (International Corporate Coaching). Alecrim revelou alguns detalhes sobre a melhor forma realizar e receber o feedback. Confira!

Por que, às vezes, se torna tão difícil passar algum conselho ou crítica aos colegas de trabalho? Falta coragem para falar com o outro profissional e humildade para as pessoas receberem comentários sobre seu serviço?

Algumas pessoas realmente têm dificuldade e não conseguem dar o feedback porque têm também limitações para ser um líder. Além disso, há a tendência equivocada de alguns executivos de só passarem feedback para contornar conflitos e isso não é bom. A pessoa também deve recebê-lo quando está tudo indo bem, quando consegue superar um desafio.
O líder deve ter a capacidade e a sensibilidade de transmiti-lo de acordo com o perfil da pessoa e no tempo certo, porque é mais complicado quando o conflito já está gerado. A dificuldade em receber o feedback talvez seja pela forma e conteúdo que ele está sendo dado. É indicado que os comentários sejam substituídos por feedbacks construtivos. E isso se aprende com técnicas de coaching que contribuem para identificar cada perfil de comportamento, por exemplo.

Que dicas você daria para que essa abordagem com um colega seja transparente e não cause constrangimento?

Para começar, a pessoa só deve começar o processo de feedback quando ela tiver certeza de que ele é necessário. Deve ser baseado no que está dificultando o resultado e nunca no que está incomodando. A mensagem para ser eficaz deve ser focada em quem irá recebê-la. Então, é necessário que quem vá dar o feedback se coloque no lugar do outro, pensando em suas características. Outro ponto é não passar atitude de desamparo, porque o verdadeiro feedback integra todos os cuidados que comentei anteriormente e também o apoio e o compromisso após a mensagem.
É preciso saber se a pessoa concorda, se discorda, como você pode ajudá-la e o que será feito. Jamais dê um feedback para quem não está preparado. Busque prepará-lo, sempre. Vale destacar que não existe fórmula pronta, mas há sutilezas a serem observadas. Se a pessoa for objetiva, você deve apoiar o feedback em dados diretos, com a informação nua e crua. Porém, para a maioria das pessoas, é mais bem adequado que ele venha com uma abordagem inicial, com sutileza e inteligência emocional. O principal cuidado é não passar uma punição verbal. O feedback deve ser palatável para o receptor, por isso, é tão imprescindível a preparação.

Existe algum momento mais apropriado para passar essa crítica ou sugestão no ambiente de trabalho? Tem que ser logo em seguida ao fato que gerou esse feedback?

O momento apropriado depende da associação de duas dimensões: receptor preparado e o fator que o motiva esteja minimamente morno. Não há um tempo exato como "fórmula mágica", mas é importante que não se passe muito tempo. É óbvio que se a pessoa receber o feedback três meses depois do que o fato ocorreu irá encará-lo negativamente, porque nem irá mais lembrar dos detalhes. Especialmente, se foi por conta de uma mentira de conveniência.
Por exemplo: uma pessoa falta ao trabalho e fala para o líder da equipe que estava resfriada e ele fica sabendo por outra pessoa que na verdade o motivo da falta foi uma briga com o marido ou a mulher. Em casos assim, não se pode perder tempo. É preciso chegar para ela pessoalmente e buscar saber por que ela não se sentiu à vontade para contar a verdade. Até porque é preciso perceber que o líder não está sendo visto como líder, mas como chefe. Em outro problema mais grave, ele pode não contar com essa pessoa, então, é preciso passar o feedback o quanto antes.
É lógico que não pode perder tempo com citações de nomes de quem contou. É para só focar no fato, deixando claro que você compreende o real motivo da falta. Demonstre que ela pode confiar em você porque você também quer confiar nela e explique que não quer ouvir nenhuma outra mentira, mesmo que seja uma mentira de conveniência. É essencial que a sua equipe sinta confiança em você. Perceba que o líder precisa desenvolver a sensibilidade de avaliar o tempo adequado, a situação e o perfil de comportamento do receptor.

Ainda vale a máxima de "elogios em público e crítica em particular"?

Sempre deve ser assim! Essa é a atitude dos líderes. A mensagem positiva em público demonstra o quanto a pessoa é observada. Desde a infância, é inerente ao ser humano querer aparecer de alguma forma. Basta a gente lembrar do tempo da escola, em que alguns buscavam aparecer com atitude brincalhona e outros com o empenho nos estudos, por exemplo.
O líder deve ter essa sensibilidade para estimular as atitudes positivas dos seus liderados, porque carregamos esse comportamento pela vida e repetimos no trabalho. As críticas positivas devem ser dadas em público, como estímulo. Entretanto, quando o que foi apresentado foi negativo ou não tão positivo assim, é necessário ser feito a sós. Também não vale passar uma crítica positiva em público que não condiz com a realidade. Você corre o risco de cair em descrédito. A atitude coach transmite mensagens de elevação, que contribuem de fato para o aperfeiçoamento dos processos da equipe.

Por Fábio Bandeira de Mello , Administradores.com.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aprendizado


Eu aprendi...
... que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
... que ser gentil é mais importante do que estar certo;
... que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;
... que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos;
... que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
... que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
Eu aprendi...
... que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
... que dinheiro não compra "classe";
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;
... que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?
... que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi...
... que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
... que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
... que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;
... que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;
... que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
... que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
... que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi...
... que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
... que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;
... que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;
... que não posso escolher como me sinto,
mas posso escolher o que fazer a respeito;
... que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
... que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;
Eu aprendi...
... que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
Estou aprendendo a cada momento e neste também.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Normose

Todo mundo quer se encaixar num padrão. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido e está de bem com a vida. Quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões e outras manifestações de não enquadramento. Mas nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.
Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu padrão "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.


(Luciano Pires, palestrante, colunista do Primeiro Programa, jornalista e cartunista, com experiência de executivo em empresa global; autor de vários livros, como ‘Brasileiros Pocotó’ e ‘Nóis... qui invertemo as coisa’)

domingo, 5 de dezembro de 2010

A imagem reflete


A imagem que cada um tem de si mesmo é, em grande parte, reflexo daquilo que os outros pensam sobre nós; ou, melhor dizendo, a imagem que cada um tem de si mesmo é em grande parte o que queremos que os outros pensem sobre nós.

Não podemos esquecer-nos, além disso, de que a imagem que alguém tem de si mesmo é uma componente real da sua personalidade, e que regula em boa parte o acesso à sua própria energia interior. E, em muitos casos, não só permite o acesso a essa energia, como inclusive cria essa energia.

Como pode a imagem de si mesmo criar energia interior?

É um fenómeno que pode observar-se claramente, por exemplo, nos desportos. Os treinadores sabem bem que, em determinadas situações anímicas, os seus atletas rendem menos. Quando uma pessoa sofre um fracasso, ou se encontra perante um ambiente hostil, é fácil que se sinta desanimado, desvitalizado, com falta de energia.

Quando uma equipa de futebol joga com entusiasmo, os jogadores desenvolvem-se de uma forma surpreendente. Também isso acontece com os corredores de fundo, os ciclistas: podem estar no limite da sua resistência pelo cansaço de uma grande corrida, mas a aclamação do público ao dobrar uma curva parece pôr-lhes asas nos pés.

A sua energia interior não é um valor constante, mas depende muito do que pensa de si mesmo. Se passarem a considerá-lo incapaz de fazer algo, será extraordinariamente difícil, ao considerar essa afirmação, que realmente o faça - se é que chegará a fazê-lo.

Além disso, o caminho do desânimo tem também o seu poder de sedução, porque o derrotismo e o vitimismo se apresentam para muitas pessoas como algo realmente tentador.

(autor desconhecido)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

2011: Mesmo sendo pequeno, aprenda a ser Global


Executivo David O 'Keefe explica porque as empresas pequenas devem aproveitar oportunidades de se tornarem globais em 2011. Confira o artigo!

Em um ambiente de negócios tão competitivo quanto o atual, ampliar a atuação de mercado é uma das saídas mais saudáveis e inteligentes para empresas dos mais diferentes portes.

Mas será que pequenas empresas conseguem atuar em um mercado global? A resposta é que você não precisa ser grande para isso. É possível se tornar uma empresa mundial. Só é preciso realmente pensar sobre essa estratégia.

Muitas pequenas empresas brasileiras, certamente, podem e devem avançar no mercado global de produtos, serviços e competências. É muito fácil, embora existam alguns obstáculos a superar.

Mercados maiores significam mais clientes. Apesar de a economia brasileira estar crescendo - e este fator colaborar para os pequenos negócios –, ela representa apenas 2,75% da economia mundial. Apenas as economias dos EUA e da União Européia juntas são 20 vezes maiores do que a economia brasileira. Há muito mais negócios para além das fronteiras do Brasil.

Menos óbvio, mas igualmente importante, é o fato de que atuar tanto localmente quanto globalmente é uma cobertura respeitável. Principalmente no momento de proteger sua empresa contra as adversidades econômicas e movimentos da moeda aqui ou no exterior. As economias emergentes, incluindo o Brasil, muitas vezes são contra cíclicas para as economias mais avançadas. Ser capaz de vender ao redor do mundo significa que você pode sempre focar seus esforços onde o crescimento está.

Levar seu negócio para o mercado global também aumenta suas opções estratégicas e táticas. No final de 2008, por exemplo, com o aumento do dólar, os investidores fugiram dos mercados emergentes e fizeram projetos offshore especialmente rentáveis. Em 2010, a queda do dólar e a força da economia brasileira vêm fazendo os empreendedores locais serem buscados por parceiros no exterior. E isso acontece justamente porque a pequena empresa pode mudar de direção mais rápido do que as grandes, para aproveitar essas sazonalidades.

A contratação de pessoas para projetos offshore de produção ou terceirização é outro ponto que pode ser indicado como uma razão suficiente para pensar globalmente. No mercado de TI, as empresas brasileiras vêm lutando há algum tempo para recrutar e reter funcionários qualificados, especialmente em São Paulo. E isto não é simplesmente uma questão de salários.

O déficit, já grande, de profissionais de TI no Brasil deve chegar a 200 mil postos de trabalho até 2013. Se assim como o meu, o seu negócio precisa contratar profissionais de TI, precisamos olhar offshore.

Portanto, há boas razões econômicas e estratégicas para buscar o mercado global. E além destes motivos, também é divertido: em um dia típico, trabalhamos com clientes, fornecedores e parceiros que estão espalhados pelo mundo. Os EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Equador, Ucrânia, Índia e Líbano são apenas alguns dos lugares onde estamos fazendo negócios neste exato momento. É fascinante conhecer pessoas em tantos lugares diferentes e com culturas tão diversas. Além disso, é incrível colaborar com eles para benefício de todos.

David O 'Keefe (Presidente da Lampada Global, empresa brasileira de open source solutions)

Portal HSM

Líder deve aproveitar festa de confraternização para socializar


Durante a confraternização da empresa, líderes devem evitar assuntos que envolvam trabalho, fazer críticas ou falar de metas.

O fim de ano se aproxima e traz com ele diversas comemorações, dentre elas, a festa de confraternização da empresa. O momento, ao contrário do que pode pensar alguns, não é uma perda de tempo e deve ser aproveitado pelo líder para socializar.
“O líder tem de lembrar que ele é um exemplo e precisa comparecer e prestigiar a empresa”, ressalta a consultora de etiqueta corporativa, Renata Mello.

Nada de trabalho

De acordo com a coordenadora de consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Veridiana Germano, o líder pode aproveitar o momento para motivar de forma indireta a equipe. Para isso, diz ela, o superior não deve se isolar ou ficar junto apenas de pessoas com cargos semelhantes ao seu. “O líder deve se aproximar da equipe, sentar junto por um momento e ser agradável”, diz.
Renata concorda e acrescenta: “É um momento que ele tem para se mostrar mais descontraído e simpático, além de poder conhecer melhor os subordinados”.
Por outro lado, alertam as especialistas, durante a confraternização da empresa, os líderes devem evitar assuntos que envolvam trabalho, como fazer críticas ou comentar sobre metas.

Dicas gerais

Independentemente se líder ou não, na hora de ir à festa da empresa, algumas regras são válidas para todos os profissionais. Por isso, é importante seguir algumas regrinhas:

■Evite exageros: procure não beber ou comer demais, apesar de ser uma festa de confraternização, colegas e superiores sempre estão prestando atenção no comportamento;
■Modere a linguagem: não use palavrões, evite gírias e procure não falar mal de outras pessoas;
■Preste atenção à vestimenta: não é adequado ir muito formal, mas é preciso usar o bom senso. Mulheres, por exemplo, devem evitar transparências, decotes profundos e saias curtas;
Por fim, lembre-se: a festa da empresa não é lugar para brincadeiras inadequadas e muito menos para paquera.

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Marketing: twitter como canal de Atendimento ao Consumidor 3.0


Até pouco tempo, para reclamar, elogiar, tirar dúvidas sobre alguma marca ou serviço era utilizado o 0800, e ainda as cartas.

Muito se tem falado sobre a relação do Twitter e as empresas. Mas, esse canal de informação e comunicação, que se tornou poderoso em tão pouco tempo de existência, tem um papel muito maior na relação das corporações com o consumidor. Até pouco tempo, para reclamar, elogiar, tirar dúvidas sobre alguma marca ou serviço era utilizado o 0800, e ainda as cartas.
O Twitter veio modificar esta relação. Atualmente o Twitter é a rede social que mais cresce no Brasil, com aumento de 86%. O microblogging é conectado por 23% dos internautas brasileiros, o que representa o maior grau de penetração do mundo, segundo dados da ComScore. Pela facilidade e liberdade que o canal oferece, hoje em dia é muito comum o consumidor desabafar suas frustrações ou fazer elogios por meio da web. Pela praticidade e visibilidade, este canal tem sido alvo de opiniões.
As empresas que se preocupam com a imagem, precisam, antes de tudo, estar a par do que andam falando de seus produtos pela rede. Hoje, uma informação negativa pode trazer sérias consequências e é perfeitamente possível não reverter um quadro negativo se as críticas avançarem de forma descontrolada.
O que eu proponho aqui é uma reflexão de como as empresas podem reverter esse quadro e utilizar o Twitter como um canal de relacionamento. Então, afirmo que as empresas devem investir! Por quê?
Se a rede social virou um poderoso canal de relacionamento com o consumidor, ela oferece vantagens únicas em relação ao telefone e e-mail. A ferramenta permite maior agilidade nas respostas; baixo custo operacional; gerenciamento de clima e grande potencial de gerar buzz positivo sobre a marca, uma vez que o bom atendimento via Twitter tende a ser repercutido em outros canais.
Como fazer isso? Práticas simples podem ser a chave para o bom relacionamento com o consumidor 3.0. Para começar, deve-se estar atento ao que circula sobre a empresa. Uma busca de informações nas redes sociais pode ser o início. Se uma marca identificar algo negativo, a resposta é essencial e tem que ser imediata. Dê atenção ao consumidor e, se tiver razão, assuma, mas sempre, 'conserte' de alguma forma.
Duas palavras são fundamentais para uma boa imagem: transparência e comunicação. As armas de uma boa empresa.

* Vitor Elman é diretor de criação da agencia Cappuccino Digital

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os búfalos e a liderança


O mercado está à procura de gestores que se preocupam com o sucesso de toda a equipe acima do seu próprio.
Sim, podemos aprender com os animais. Neste artigo quero apresentar o líder-búfalo.
Conta-se que na América do Norte foram dizimadas manadas inteiras de búfalos pelos primeiros colonizadores que conseguiram entender a estrutura organizacional vigente nestas manadas. Nelas, o líder, que geralmente era um dos mais fortes, dirigia todo o grupo, que o seguia até as últimas conseqüências, sem questionamentos, sem espaço para os "rebeldes", sem discussão ou longas reuniões estratégicas.
Animais tão fortes, tão grandes, mas sem nenhum senso individual de direção. O que o líder decidia estava decidido e pronto. Por isso foi tão fácil eliminá-los. Bastava matar o líder da manada que os outros búfalos ficavam sem direção, sem caminho a seguir, absolutamente perdidos.
No mundo corporativo, ainda observamos muitos líderes-búfalos. Líderes que não compartilham a visão, líderes que galgaram altos postos por serem "brutamontes profissionais", passando por cima de tudo e de todos para alcançar seus objetivos, líderes que, utilizando o poder ao invés da autoridade, fazem as pessoas o seguirem.
Converse com pessoas que participam das equipes lideradas pelos búfalos e pergunte sobre a visão que as move, sobre as perspectivas estratégicas norteadoras de seu trabalho e você verá que elas simplesmente não têm estas informações. Elas são obrigadas a seguirem seu líder para onde ele for, sem questionamentos, sem sugestões de novos caminhos.
Para identificar líderes-búfalos é muito fácil, converse com alguns gestores e pergunte-lhes sobre seu último período de férias. Certamente eles lhe dirão que há muito tempo não sabem o que são umas boas férias, até porque se saírem em férias as coisas na empresa não funcionarão, ninguém saberá o que fazer, as pessoas ficarão perdidas.
Pergunte-lhes também sobre quanto tempo passam com suas famílias e certamente lhe dirão que muito pouco, pois trabalham o dia todo para que as "engrenagens funcionem perfeitamente".
Para confirmar sua suspeita, sugiro que você questione o líder sobre a preparação dos novos líderes, sobre quem na equipe está sendo formado para ocupar a liderança, caso este líder resolva sair da empresa. Há uma grande possibilidade de que a resposta seja simples e direta, ou seja, ninguém. Esta é mais uma característica do líder-búfalo, ele se julga indispensável para o bom funcionamento da empresa ou do seu setor e por isso ele não treina outros, não promove capacitação, não ajuda pessoas a crescerem, não desafia seus liderados, não dá liberdade para que façam do seu jeito, acha que se as coisas devem sair a contento, ele, o grande líder, deverá fazê-las pessoalmente.
Outra característica interessante dos búfalos é que apesar de seu tamanho, de sua força e de sua "cara de mal" são facilmente domesticados. Aceitam o jogo imposto pelos seres humanos sem reclamar. Quantos líderes são subjugados pelos seus gestores, aceitando tudo que lhes é imposto sem questionamentos.
Há muito tempo o mercado buscava líderes-búfalo, procurava pessoas que deixando sua família, seus sentimentos e sua individualidade, pudessem levar adiante os objetivos da empresa, lutando e derrubando tudo à sua frente. Líderes que faziam o que era necessário sem questionar, que obrigavam os liderados a segui-lo, ainda que não soubessem para onde estavam indo.
Quero lhe contar um segredo, os paradigmas mudaram, a história da liderança mudou e as vagas para líderes-búfalo estão diminuindo a cada dia.
As empresas perceberam que precisam mais que profissionais búfalos ou tratores nos seus quadros, necessitam de pessoas que acreditem em valores e no ser humano, de profissionais críticos que possam apresentar novas visões para os problemas do dia-a-dia.
O mercado está à caça de gestores que se preocupam com o sucesso de toda a equipe, acima do seu próprio sucesso; líderes que compartilham a missão e visão da instituição; que respeitam a individualidade e o senso crítico de seus liderados. As empresas buscam cada vez mais líderes-servos, ou seja, pessoas que apresentam uma enorme força de vontade aliada à incrível capacidade de humildade. Líderes que entenderam as diferenças entre autoridade e poder.
E neste mercado, os profissionais-búfalos que não atualizarem suas práticas de gestão sofrerão as conseqüências advindas da extinção da espécie.

(texto de Márcio Roberto Bueno de Camargo - mestre em Ciências e Práticas Educativas, pedagogo)