segunda-feira, 6 de junho de 2011

Com práticas simples, é possível ter uma rotina sustentável no trabalho

Tornar a empresa onde se trabalha mais sustentável não é só tarefa dos executivos, mas dos profissionais também.

Infomoney

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no domingo (5), muitos se perguntam o que dá para fazer para contribuir com o planeta. Sabe-se que em casa é possível adotar alguns cuidados que fazem a diferença. O que nem todo mundo sabe é que esses pequenos gestos caseiros podem ser estendidos para o trabalho.



Tornar a empresa onde se trabalha mais sustentável não é tarefa apenas dos executivos da companhia, mas também dos profissionais de todos os níveis. “De nada adianta a empresa criar uma estrutura sustentável, se os profissionais que trabalham nela não formarem uma consciência sobre o tema”, ressalta a coordenadora do curso de MBA em Comunicação Corporativa, com ênfase em responsabilidade social da Veris Faculdades, Maria José da Costa Oliveira.



No sentido contrário, também de nada adianta a consciência dos profissionais, se a empresa não der qualquer suporte. “Para a empresa ser sustentável, ela precisa incluir esses valores de responsabilidade social e ambiental nos valores da empresa”, afirma o coordenador de comunicação do Instituto Akatu, Estanislau Maria de Freitas. “E os funcionários têm de cobrar isso”, reforça.



Para ele, a cada atitude que o profissional tiver no trabalho, é preciso que ela seja clara no sentido de melhorar o grau de sustentabilidade da empresa, independentemente da área na qual ele atua. “Ele pode ajudar a inovar os processos do seu trabalho para que eles sejam mais ecoeficientes”, diz. E isso inclui pequenos gestos que fazem a diferença.



Uma rotina sustentável


No começo, pode parecer tudo mecânico. Mas, com o tempo, a adoção de pequenas práticas sustentáveis ficam inseridas na rotina de trabalho. “Tudo o que estamos criando tem um impacto. Temos de buscar alternativas de maneira compartilhada”, afirma Maria José.


Algumas ações parecem básicas e mesmo óbvias, mas são difíceis de serem adotadas, diante da correira do dia a dia. Dessa forma, anote as dicas dos especialistas e tente criar no seu trabalho uma rotina mais consciente.

Evite imprimir documentos e recorra à impressão somente quando estritamente necessário
Use os dois lados da folha
Cuidado com a torneira da copa e dos banheiros. Verifique se elas não estão pingando
Na hora de sair para o almoço, desligue o computador. Uma hora do PC desligado gera muita economia
Evite os copinhos descartáveis. Use uma caneca ou uma garrafinha de alumínio

Dê essas dicas ao seu líder:

Prefira lâmpadas mais econômicas
Prefira válvulas duplas nas descargas dos banheiros
Na hora de fazer compras de escritório, prefira materiais reutilizáveis
Estimule a reciclagem

Para os especialistas, tornar a empresa mais sustentável é mais do que adotar esses gestos. “São práticas que devem ser adotadas não apenas pelos profissionais dentro das empresas, mas pelos cidadãos. E quando a gente fala de meio ambiente, incluímos aí o cuidado com o indivíduo, o respeito ao espaço do outro”, afirma Maria José.

Profissionais de seleção e treinamento enfrentam desafios para reter talentos

Vistos como áreas operacionais, treinamento e seleção estão alterando tal conceito dentro das companhias.

Infomoney

A situação de escassez de talentos pela qual passa o Brasil não é mistério. Tal gargalo já vem sendo anunciado há alguns anos, sobretudo após as evidências de que o País está crescendo. Atrair e reter talentos, contudo, virou o principal desafio das empresas, que precisam se municiar para não ficar atrás nos negócios.

Essa missão trabalhosa recai sobre os profissionais de treinamento e seleção que, nesta sexta-feira (3), comemoram um dia especial voltado só para eles. Planejar, organizar e operacionalizar as atividades relacionadas a gestão de pessoas por competências é uma das várias tarefas que permeiam o mundo desses profissionais.

No entanto, não se deve confundir o que cada um deles faz. O responsável pela seleção, por exemplo, tem a incumbência de atrair e selecionar pessoas que tenham perfil técnico e de comportamento compatível com a empresa. Já o especialista em treinamento irá acompanhar a evolução de um profissional ao longo de sua trajetória.

"São duas funções demandadas, pois são áreas em que o profissional deve ser pró-ativo e se antecipar às demandas dos negócios que possam surgir", afirma Danilo Castro, diretor da Page Personnel, consultoria especializada no segmento de suporte à gestão do grupo Michael Page.

Mudanças

Vistos como áreas operacionais, treinamento e seleção estão alterando tal conceito dentro das companhias. Com a chegada da "Geração Y" e a consolidação de novos comportamentos corporativos, os profissionais não almejam somente uma boa remuneração, mas também se desenvolver dentro de uma organização.

"Daí vem o papel de selecionar, treinar e desenvolver. A questão é se antecipar ao mercado e entender as ações comportamentais que movimentam uma empresa. Movimentos assim geram valor agregado ao mercado", explica o especialista.

De acordo com Castro, o segmento de consultoria tem atraído muitos profissionais, não apenas os graduados em recursos humanos. Ele diz que até engenheiros, atuando no recrutamento de treinamento de outros profissionais, são utilizados por empresas da área de engenharia.

O salário inicial varia em torno de R$ 2.500. Em um nível mais elevado, tratando-se de um profissional especializado e do porte da empresa, essa faixa pode chegar a R$ 30 mil mensais. Em termos de formação, seleção e desenvolvimento são generalistas. O tipo de graduação pode ser deixado para segundo plano, à medida que o profissional se especializa e entende a concepção de negócio para o qual é encarregado.

Localização

Com o mercado aquecido, muitas regiões, antes adormecidas, têm despertado para a criação de postos de trabalho. Porém, a região Sudeste, especialmente o estado de São Paulo, concentra o principal foco de oportunidades e carreiras. Quanto às empresas, nacionais e multinacionais estão em busca de talentos para conduzir seus respectivos processos de seleção e treinamento.

O modelo de negócios do futuro é sustentável

Já está caminhando para o esquecimento a ideia de que para ser lucrativo, um empreendimento precisa passar por cima da natureza e dos direitos humanos, ou que os movimentos ambientalistas defendem a causa dos chatos. Ser sustentável é o mesmo que ser atualizado, bem informado e consciente, e isso vale tanto para as grandes corporações quanto para os consumidores. E é esse modelo de negócios que, segundo a experiência de importantes empresas brasileiras, deve nortear as diretrizes da Administração durante todo o século 21.

Por Eber Freitas, Revista Administradores

A primeira vez que o termo desenvolvimento sustentável foi mencionado oficialmente remonta a mais de duas décadas atrás, em 1987, quando foi divulgado o Relatório Brundtland. O documento foi o pontapé para o memorável evento ECO-92, que aconteceu no Rio de Janeiro. Desde então, a sustentabilidade vem sendo aplicada em todos os âmbitos e esferas, desde a alta cúpula da Administração pública e privada até os valores pessoais cultivados pelos colaboradores.

Para compreender melhor a forma como as empresas estão trabalhando esse conceito na atualidade e qual o futuro das ações de desenvolvimento sustentável no Brasil, a Revista Administradores entrevistou representantes de duas corporações instaladas em território nacional reconhecidas pelas ações sustentáveis social e ambientalmente: Renato Abramovich, diretor regional Norte-Nordeste da Natura, e Juliana Nunes, diretora de Assuntos Corporativos da Unilever. Eles falaram sobre o panorama e tendências da sustentabilidade no Brasil e no mundo, a cultura do Desenvolvimento Sustentável entre os consumidores e empresas e o futuro desse modelo de negócio que é essencial para a preservação do planeta.

Confira as entrevistas:

http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/negocios-economia/sustentabilidade-mais-que-um-modismo/50/

http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/negocios-economia/sustentabilidade-apenas-marketing/51/

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Você sabe trabalhar em equipe? Dificuldades podem comprometer carreira

Trabalhar em equipe é exigência comum no mercado de trabalho, mas nem todos os profissionais tem essa habilidade.

Infomoney

Com as áreas das empresas cada vez mais integradas, ter a habilidade de trabalhar em equipe é pré-requisito para se dar bem na carreira. Aliar os conhecimentos do seu departamento com as necessidades de outros exige uma habilidade de conciliar pontos de vista que só quem sabe trabalhar em equipe consegue fazer. E quem não consegue lidar com essa realidade, pode não se dar bem.

“As habilidades comportamentais é o que mais difere os profissionais que tecnicamente são muito parecidos”, afirma a coordenadora de treinamento e desenvolvimento da Personal Service, Bianca Lemos. “Saber compartilhar, trocar informações, criar interfaces e alianças faz com que os objetivos sejam alcançados com maior facilidade”.

Para a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Mello Roggeri, quem não consegue trabalhar em grupo pode perder oportunidades. “Porque ele não consegue se colocar nos projetos e não sabe fazer o marketing pessoal”.

Ela explica que a lógica é que o profissional que não trabalha bem em grupo, não consegue se expor e impede o próprio desenvolvimento profissional. Embora não pareça, o problema é grave. Mas pode ser resolvido. “O profissional deve fazer uma autoavaliação para tentar perceber como ele trabalha em equipe, como ele se sente quando é colocado nessa situação”.

Não são raros os casos em que os profissionais pensam que sabem lidar com trabalhos em grupo e só descobrem o contrário quando a dificuldade se torna um problema.

Os sinais

E como saber se é o profissional sabe lidar ou não com trabalhos em grupo? Para as especialistas consultadas, existem casos em que apenas terceiros conseguem identificar o problema. Mas é possível que o próprio profissional consiga identificar a questão, basta ficar atento aos sinais.

Se no decorrer do trabalho ocorrerem conflitos, avalie se eles não foram gerados por você. Perceba se você ouve com facilidade as ideias dos outros integrantes da equipe e se aceita com facilidade as críticas dos demais.

Para Bianca, profissionais com dificuldades de trabalhar em equipe costumam ser mais individualistas e são mais inseguros que o normal. “São pessoas mais centralizadoras e perfeccionistas, que não confiam nos colegas de trabalho”, diz a especialista.

Vanessa ressalta que ainda faz parte do perfil desses profissionais que são mais introvertidos. “Nesse caso, não é que ele trabalhe mal em equipe, é que ele acaba não opinando ou não participando de projetos mais efetivamente por medo de errar ou por insegurança”, afirma.

Desenvolva a habilidade

Quem sabe trabalhar em equipe tem mais facilidade de lidar com pessoas, desenvolve de modo mais efetivo a criatividade, pela facilidade de trocar ideias com outras pessoas. “Para tentar ser mais participativo e sanar a dificuldade de trabalhar em equipe, os profissionais precisam passar pela autoavaliação”, ressalta Vanessa. “Somente ela permitirá que ele se conheça”.

A partir daí, aconselha a consultora, o comportamento só vai mudar se o profissional quiser. “Vai ter de partir dele querer participar mais, interagir mais”, afirma. Para ela, o profissional precisa perder o medo de opinar, tentar ouvir os colegas e enxergar o lado positivo de possíveis críticas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Com maior profissionalização, empresas têm deixado de lado o velho QI

Ter uma pessoa "costas-quentes" sem avaliação de competência é prejudicial para as relações de trabalho.

Infomoney

No mercado de trabalho é comum que uma vaga seja preenchida por profissionais indicados. Entretanto, antes de serem aprovadas, estas pessoas participam do processo seletivo, assim como os demais candidatos. É o que afirma o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Romulo Machado.

“Hoje, 85% das contratações são de indicações, mas as empresas avaliam as competências e o comportamento destes profissionais”, explica. As outras contratações são feitas por meio de busca de profissionais no mercado pelas consultadorias e uma minoria é realizada apenas pela recomendação de alguém.

De acordo com o professor de Gestão de RH (Recursos Humanos) da Veris IBTA, Cristiano Luiz Rosa, a contratação de pessoas baseada apenas na recomendação tem diminuído na última década.

“Isto ainda acontece, mas não com tanta influência. Com a abertura de capitais, as empresas estão cada vez mais profissionais. Hoje as empresas buscam resultados”, diz. Ele acrescenta que a contratação baseada somente na confiança é comum em empresas em que não existe governança corporativa. “Estas empresas estão fadadas ao fracasso”, enfatiza.

Falta de interação

Ter um profissional “costas-quentes”, por ser o indicado de alguém, prejudica em especial as relações de trabalho, principalmente se esta pessoa ocupa um cargo de liderança. Rosa compara esta situação com casos que acontecem no mundo do futebol.

“No mundo do futebol é comum a queda de técnicos que eram de confiança dos dirigentes do clube e de jogadores que eram de confiança dos técnicos. Só a confiança não basta. É necessário que haja uma integração com a equipe”, diz.

Já Machado afirma que, no caso da pessoa que tem um cargo de chefe, os problemas como falta de motivação da equipe acontecem somente se a pessoa não tiver a competência e o comportamento esperados tanta pela empresa como pelos colaboradores.

“Nesta situação, os profissionais apresentaram um descontentamento e desmotivação. A mensagem que a empresa irá passar é que naquela empresa não se cresce por merecimento, mas pelo famoso QI [Quem Indica]”.

Ele explica ainda que, em situações assim, não se formam bons profissionais. “Nada é melhor do que treinar os próprios profissionais. Os funcionários conhecem a cultura e os processos das empresas”.

Já no caso de profissionais que são indicados, mas não são chefes, o headhunter afirma que não a contratação deste colaborador não impacta negativamente na equipe. “Esta pessoa irá aprender, ele terá as mesmas oportunidades que os outros”, finaliza.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Liderança: o longo caminho entre o planejado e o executado

Não deixa as pessoas se conformarem com os resultados caso as metas não estejam sendo atingidas e peça mais soluções do que sugestões.

Por Paulo Araújo, www.administradores.com.br

Caso existisse uma cidade chamada Planejado e outra Executado pode ter certeza que a estrada que ligaria uma a outra seria cheia de percalços. Qual das duas seria a maior? Com certeza a Planejado e a Executado seria em média a metade do tamanho da outra. É claro que essas cidades não existem, mas a realidade nas empresas entre o planejado e o executado não é muito diferente do que foi descrito na metáfora acima.

O que fazer para diminuir o caminho entre o planejado e o executado?

1. Elabore poucas metas, mas que sejam significativas. Nada de planos mirabolantes, cheio de fantasias e ideais dignos de um super herói. Sugiro que você ou sua empresa tenha uma meta maior, que normalmente é ligada ao faturamento ou rentabilidade do negócio, e no máximo cinco metas menores que devem estar alinhadas e ajustadas para atingir a meta principal. O problema é que a maioria dos profissionais tem medo de parecer desocupados ou pouco ambiciosos junto aos seus líderes ao declarar poucas metas. Todos insistem em parecer ocupados demais, com números demais, tarefas demais o que leva a resultados de menos. Atingiu uma das metas menores antes do tempo, substitua por outra. Pode ter certeza que sempre há algo a mais a fazer. Eu garanto!

2. Faça uso dos dados e fatos. A intuição ajuda, mas deve ser pautada pela sua experiência no mercado e principalmente pelo o que aconteceu nos períodos anteriores. Nada de viajar pelo espaço sideral corporativo e criar metas difíceis de atingir. Vamos deixar claro que uma meta desafiadora precisa ter dados e fatos que a sustentem e que metas impossíveis só desmotivam a equipe. Busque informações sobre o mercado, concorrentes, clientes, mas com fontes confiáveis. Nada de achar que sabe tudo ou que dá para chegar lá pelo simples fato de que você acredita e deseja. O desejo deve ser compartilhado pela equipe, assim como a confiança de que podemos realizar o que está sendo proposto.

3. Dá trabalho eu sei, mas se esforce para colocar as pessoas certas nos lugares corretos. Esse é um dos grandes dilemas de qualquer corporação. Onde estão os talentos da sua empresa? Estamos todos à procura de talentos no mercado e não olhamos para o próprio umbigo. Toda empresa tem pessoas talentosas, não importa o tamanho ou o que produz. Lembro que talento é muito diferente de um currículo acadêmico perfeito. Talento é a pessoa que sabe como fazer aliado ao prazer, disposição e interesse genuíno em ajudar. Imagine quantas pessoas hoje trabalham infelizes ou que não conseguem utilizar mais do seu potencial pela miopia do líder que acha que mudar dá trabalho e só gera confusão.

4. Busque o inconformismo. As metas devem ser constantemente divulgadas e o planejamento revisado e acompanhado no mínimo mensalmente, apesar de eu preferir encontros quinzenais com os responsáveis pela execução. Evite reuniões improdutivas de acompanhamento, estipule hora para começar e acabar o encontro e envie a pauta antecipadamente aos participantes. Não deixa as pessoas se conformarem com os resultados caso as metas não estejam sendo atingidas e peça mais soluções do que sugestões. Crie um stress positivo e nada de pressão desnecessária para cima das pessoas. Evite mudar as metas a todo o momento e concentre sua energia e esforço nas ações que efetivamente agreguem valor ao negócio e tenham impacto na meta maior.

5. Jamais se esqueça que quem executa as metas são as pessoas. Elas passam por bons e maus momentos na vida. Nada de paternalismo exagerado, porém não se esqueça que pessoas não são máquinas. Cuide da sua equipe, promova dentro dos limites possíveis equilíbrio entre vida pessoal e profissional, treine e desenvolva as pessoas constantemente. Acompanhe, faça-se presente e seja o maior exemplo de dedicação, ética e bons resultados.

Mostre do que você e sua equipe são capazes e assim, quem sabe, a longa estrada entre as cidades Planejado e Executado se torne uma bela rodovia duplicada, segura e com uma bela paisagem. Boa viagem!


Paulo Araújo é especialista em Inteligência em Vendas e Motivação de Talentos. Diretor da Clientar – Projetos de Inteligência em Vendas. Autor de "Paixão por Vender" - Editora EKO, entre outros livros. Twitter - @pauloaraujo07

O trabalho e a vida

São duas as causas que freqüentemente nos impedem de sentir a "alegria de trabalhar": uma é a atitude mental de considerar o trabalho como "castigo", "algo que foi imposto", "algo que deve ser feito", em vez de considerá-lo algo que tomamos para nós, porque o queríamos.

Quando nossa mente está dominada pela idéia de obrigatoriedade, mesmo os trabalhos mais interessantes e agradáveis acabam sendo um sacrifício.

Quando não sentimos amor pelo trabalho, torna-se impossível concentrarmo-nos nele, o que vem a se constituir a segunda causa da perda da alegria de trabalhar.

Nada contribui mais para a perda da força vital do que trabalharmos com a mente dispersa, pensando ao mesmo tempo em diversas coisas, em vez de concentrarmos nossa mente naquilo que estamos fazendo.

Um trabalho ao qual dedicamos nossa alma jamais nos deixará esgotado. Isto porque, em tal trabalho, quanto mais nos dedicarmos, mais a nossa VIDA se manifestará através dele.

O cansaço nada mais é que o estado decorrente de não conseguirmos manifestar nossa VIDA livre e plenamente através do trabalho.

Se você não gosta de seu trabalho e o executa só porque é seu dever, certamente ficará muito mais cansado do que se trabalhasse com satisfação e com amor.

Se o amor não estiver presente em seu trabalho, a VIDA não estará presente, e consequentemente estaremos nos exaurindo gradativamente.


(por M. Taniguchi)

Ser feliz é correr riscos

Feliz é aquele que saboreia quando come, enxerga quando olha, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita-se e aceita a vida como ela é.

Há quem diga que felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio; de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.

Será mesmo? Você pode imaginar uma pessoa assim?

Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento; pequeno amor, pequeno sofrimento; não amor, não sofrimento".

Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos? A felicidade, entendida assim, não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?

Evidentemente! Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?

A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.

Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.

O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade.

É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido.



(por Jean Onimus)