segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Orientação para o futuro

Os acontecimentos do passado servem para aprender com os erros e criar referências de nossas capacidades.

Quando esquecemos deles, corremos o risco de repetir os mesmos erros. Os nossos ou dos outros. Se for para errar, é melhor cometer um erro novo.

Na Segunda Guerra Mundial, Hitler levou seus exércitos para o desastre no inverno da Rússia, exatamente como Napoleão havia feito no início do século dezenove.

Quando olhamos com orgulho para o passado, nos lembramos de nossas vitórias e podemos entrar em contato com uma força interior que nos leva à superação.

Mas viver de arrependimentos do passado ou orgulhar-se permanentemente do que já aconteceu também não funciona. Leva à decadência. O passado deve ficar no passado.

Um dos hábitos mais produtivos dos atletas de alta performance é esquecer um jogo, no máximo doze horas depois do apito final. Tenham sido vitoriosos ou não.

O passado pode ser fonte inesgotável de autoconfiança, mas não se deve remoê-lo, pois traz ressentimento, que além de doer, imobiliza.

Não devemos estimular a nostalgia nem a valorização do passado. Ganhamos? Ótimo! Perdemos? Aprendemos! Temos de olhar para frente e nos preparar para a próxima partida.

Uma equipe imbatível pensa assim: O resultado do último ano foi maravilhoso, mas pertence ao passado. O resultado do ano que passou foi um desastre, mas ficou para trás.

A equipe de alta performance trabalha no presente com os olhos no futuro. Sempre quer mais. Quando atinge a meta, se impõe nova meta maior que a anterior.

Por isso segue crescendo. Seu alimento predileto é realizar sonhos. Procure sempre realizá-los!


(Texto de Roberto Shinyashiki – Publicado na Revista VENCER!)

sábado, 13 de agosto de 2011

Como vencer o medo e alcançar o sucesso?

O medo é uma emoção própria de nossa natureza humana. Todo mundo tem medo. Medo de coisas grandes demais, rápidas demais, quentes demais. Medo do escuro, de elevador, de aranha, de cobra, de barata, de rato, de altura, de avião, de ser traído, de ser decepcionado, de não conseguir, de falar em público, de não se casar, de casar e não dar certo, de não ser correspondido, de fantasmas, de morrer. Dizem que o medo do ridículo, de passar vergonha às vezes são maiores do que o medo da morte. Sabemos que o medo em algumas situações é benéfico pois nos leva a evitar situações muito perigosas, e fugir quando realmente é necessário. Mas na maioria das vezes nossos medos nos impedem de fazer muitas coisas, de alçar novos vôos rumo ao sucesso pessoal e profissional. Como podemos vencer o medo? É possível vivermos sem medo? Baseando-se no livro de John Maxwell, “Você faz a diferença”, o consultor organizacional Julio Eliseo Torres, escreveu especialmente ao Melhor a Cada Dia sobre o medo. Veja a seguir as considerações feitas por ele, e aprenda a viver, ousar e vencer apesar do medo.

O que dizer do medo? Medo faz parte da condição humana, todos nós compartilhamos dele. Muitas vezes é a nossa atitude diante deste sentimento que faz a diferença em nossas vidas. O medo tem efeitos destrutivos, principalmente quando nos leva a acreditar em possíveis danos estatisticamente improváveis. A maioria dos medos existe somente em nossas mentes, não fazendo parte da realidade. Um dos efeitos desse sentimento é nos deixar paralisados, nos impedindo de realizar algo, não porque somos incapazes, mas porque simplesmente nem chegamos a tentar. O excesso de medo pode provocar a timidez, que pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos. O medo consome nossa energia, nos enfraquece e nos impede de alcançar nosso potencial. A fé, pelo contrário, nos fortalece, nos ajudando a superar os obstáculos e realizar nossos intentos.

Como lidar com o medo?

Primeiro reconheça seus medos. Não podemos mudar algo que não reconhecemos como um problema. Conheço muitas pessoas que não reconhecem seus medos por teimosia ou por falta de autoconhecimento. Conseqüentemente, essas pessoas acabam sendo limitadas pelos seus medos. As estatísticas indicam que 95% do que tememos não tem fundamentos, ou seja, perdemos a chance de sermos melhores por não arriscarmos em algo que provavelmente daria certo.

Quando vivemos progressos sentimos um medo normal. Lembre-se de quando andou de bicicleta pela primeira vez, quando fez a prova do vestibular, quando falou diante de um público desconhecido, em uma entrevista de emprego, ou quando tentou conquistar aquela garota dos seus sonhos. Em todas essas ocasiões é normal sentir medo. Como você conseguiu lidar com ele? Provavelmente converteu seus medos em desejo de conquista. Lembro de pessoas que tinham medo da rejeição, e diante disso decidiram se especializar em como se relacionar com as pessoas. Você também pode converter seu medo em algo positivo. O que puder fazer faça! Concentre-se no que está ao seu controle. Se não puder controlar, apenas aceite como uma situação difícil da vida a qual todos estamos sujeitos.

Se preocupe com o dia de hoje, pois a felicidade é um estado e não uma conquista. Podemos apenas aprender com o passado, por isso não vale a pena ficar revivendo situações difíceis que nos marcaram e nos impediram até hoje de avançar. Projete seu futuro, mas não viva nele. Viva o hoje, o agora, desfrute das pessoas amadas, goste de você mesmo, experimente viver 100% do seu tempo. Viva como se fosse o último dia, e planeje como se fosse viver mil anos. Leve em consideração essas frases:

Duas naturezas batem dentro de meu peito,
Uma é imunda, a outra abençoada.
Uma eu amo, a outra odeio;
A que eu alimento dominará. (autor desconhecido)

Alimente sua fé e não gaste seu tempo e sua energia com seus medos. Não viva se alimentando de fofocas, de noticias sensacionalistas, de pensamentos negativos. Alimente sua fé, pense em coisas boas, encare a vida com mais otimismo, acredite no seu potencial e com certeza irá conseguir alcançar seus objetivos. Não viva em função do medo, aprenda a dominar a ansiedade e assumir riscos razoáveis. Se hoje essa não é sua atitude, leia novamente este artigo, e se mesmo assim não funcionar, não hesite em procurar ajuda. Acredite mais em você, vença o medo e alcance o sucesso!

Julio Eliseo Torres - MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas - FGV

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Amanhã eu faço

Se essa é a sua estratégia para lidar com as tarefas mais enfadonhas, você pode ser um procrastinador. Descubra como isso atrasa sua vida - até as coisas boas - e saiba como agir para se livrar do mau hábito.

A pilha de louça suja se acumula sobre a pia. Você vai ter que encarar. Só que... o cachorro está à sua espera para o passeio habitual. É, a cozinha vai ficar para depois.

Atitudes do gênero são típicas do procrastinador, palavra que define aquele que costuma adiar tarefas. Pois esse comportamento pode ser evitado. Antes de mais nada, saiba que, em maior ou menor grau, todo mundo procrastina.

O que muda é o tipo de tarefa adiada. "Evitar aquelas consideradas mais difíceis e pouco prazerosas é uma característica humana. Somos condicionados a evitar o sofrimento", diz José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

De acordo com uma pesquisa realizada em Vitória por pesquisadoras da Universidade Federal do Espírito Santo e da Universidade de São Paulo, pessoas entre 30 e 39 anos costumam adiar com mais freqüência o trabalho e os compromissos financeiros. Já depois dos 60 anos o lazer é a atividade mais negligenciada...

A tendência à procrastinação seria, então, natural. O problema é quando esse comportamento vira regra e toma conta da vida do indivíduo. Apesar de as pessoas deixarem muita coisa para a última hora, acreditando que funcionam sob pressão, a qualidade do trabalho realizado é pior...

Quem deixa uma tarefa para depois até tenta aplicar o tempo em outra mais agradável, mas dificilmente consegue sentir prazer. O que bate é a ansiedade...Hoje especialistas já começam a associar a angústia causada pela procrastinação à depressão...

Para sair desse enrosco é preciso entender por que, afinal, procrastinamos, mesmo sabendo que nenhum resultado positivo pode vir dessa atitude. Um dos motivos tem a ver com a não percepção de conseqüências claras de todo esse atraso. A tendência, então, é só cumprir prazos em situações-limite, como quando o emprego fica ameaçado.

Outra razão para os atrasos em série é o receio da frustração com o resultado do trabalho... Como resultado, ela passa a focar apenas no sofrimento da tarefa e não no efeito benéfico que ela pode trazer.

Agora, as dicas dos especialistas para acabar com os atrasos:

1. Diante de uma tarefa pouco agradável, pergunte-se por que você precisa realizá-la. Ela é um passo rumo a um objetivo prazeroso? Se a resposta for sim, foque nesse resultado.

2. Organiza o seu tempo. Para isso é preciso estabelecer prioridades. Realize primeiro as tarefas menos agradáveis para curtir o alívio.

3. Use bem a agenda. Mas, não basta listar as tarefas a serem feitas; é preciso checar, ao final do dia, se todas foram concluídas.

4. Comemore as conquistas. Cada passo dado em direção a um objetivo maior merece aplausos. Assim, você fica motivado para novos desafios e encara o sucesso como a recompensa mais imediata para o esforço despendido.

(Por Melina Costa – Revista Saúde)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Prazer

O prazer, por sua própria definição, é uma coisa agradável. Somos naturalmente atraídos para o prazer, fortemente atraídos, aliás, e muitas vezes conseguimos superar obstáculos imensos somente para consegui-lo.

Mas o que é o prazer? Diferentes tipos de pessoas encontram diferentes tipos de prazer nas mais variadas atividades e situações. O que algumas pessoas consideram o máximo do prazer outras simplesmente detestam. Nossos prazeres variam com as estações ou dependendo da hora do dia, do ambiente ou das pessoas que nos cercam.

O prazer é algo muito subjetivo. E, embora você não tenha escolha senão ser atraído por ele, pode controlar o que considera um prazer. O desejo do prazer é um motivador poderoso. Você pode fazer o melhor uso dessa motivação selecionando prazeres que o tragam para mais próximo de seus objetivos.

O prazer é uma questão de condicionamento. Ninguém que fuma seu primeiro cigarro pode dizer que achou aquele momento agradável. Mesmo assim, milhões de pessoas condicionaram-se a ter prazer fumando. Nenhuma pessoa obesa e fora de forma vai encontrar prazer correndo no parque. Mas milhões de pessoas encontram diariamente nesse exercício um prazer único.

As coisas que lhe dão prazer também lhe prestam um serviço? Agregam alguma coisa? Se a resposta for positiva, você será motivado com prazer a ser uma pessoa realizada.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Darwin e as empresas: o que a evolução das espécies tem a ensinar ao seu negócio?

As empresas nascem do impulso criador e da paixão de um empreendedor, mas seu êxito e sua permanência estão condicionados a saber se adaptar ao mundo em volta.

Por Jaime Castelló, Revista Administradores

Como breve descanso dos "papers" acadêmicos do meu doutorado, estes dias fiquei lendo (diga-se de passagem, em formato físico, ou de "árvores mortas", como diz um amigo) o maravilhoso livro de Ben Heinrich, "Why we run: a natural history". Nele, Ben une um destacado biólogo y um bem sucedido corredor de ultramaratonas (distâncias maiores que 50 km) e reflete sobre as razões pelas quais os seres humanos estamos predispostos, física e mentalmente, a correr.

A conclusão a que ele chega é que correr – e, em particular, correr longas distâncias a um ritmo sustentado – foi o que permitiu aos hominídeos encontrar um nicho no feroz ecossistema das savanas africanas há milhões de anos. Não somos tão rápidos quanto um antílope, um leão ou uma hiena, mas podemos escapar de todos, especialmente a pleno sol e em grupo. Esta maneira de caçar teria configurado nosso corpo (bípedes, com visão dianteira, pelo na cabeça, aparelho digestivo pequeno) e desenvolvido nossa mente (paciência, estratégia, trabalho em equipe), e, com o tempo, nos converteu no predador mais feroz do planeta. Ao longo de milhões de anos, e por um lento e doloroso processo de seleção natural, nossa espécie foi se convertendo no que somos agora.

Este pequeno mergulho em um "darwinismo corredor" tem me feito pensar que a evolução das empresas se parece muito com a evolução das espécies (não é à toa que os paradigmas do darwinismo e do mercado se desenvolveram na mesma época e no mesmo contexto. Darwin e David Ricardo, um dos fundadores da escola clássica inglesa de economia política, poderiam ter se cruzado nas ruas de Londres na primeira metade do século XIX).

As empresas nascem do impulso criador e da paixão de um empreendedor, mas seu êxito e sua permanência estão condicionados a saber se adaptar ao mundo em volta, a saber encontrar seu espaço dentro do ecossistema do mercado, assim como nossos antepassados hominídeos forjaram o seu a milhões de anos.

Os tempos, no entanto, são distintos, no sentido de que a evolução das espécies é um processo de milhares de anos, mutação a mutação, que faz com que os recursos que melhor permitem competir passem a fazer parte do genoma da espécie. Ao contrário, as empresas devem e podem se adaptar às mudanças muito mais rápido que os mercados. O que se mantém válido é que as pistas sobre como as empresas e espécies devem evoluir para ser mais competitivas residem no meio: os traços que permitem que a espécie seja mais forte em seu ecossistema permanecem, assim como as estratégias que fazem a empresa mais competitiva em seu mercado.

A chave, então, para o sucesso das companhias, seria "deixar-se evoluir", não só abrindo-se ao mercado (sujeitando-se à dureza do ecossistema), mas também experimentando novas estratégias (algo como provocar mutações) para ver qual é mais eficiente em determinadas circunstâncias. As empresas não têm (sempre) o estímulo da fome para evoluir, e, às vezes, quando esta chega, é tarde demais. Talvez, se pensássemos nas empresas como organismos abertos ao meio, criaríamos organizações cada vez mais ágeis e mais resistentes às mudanças.


Jaime Castelló - profesor associado do Departamento de Direção de Marketing da ESADE Business School (Espanha).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Marcas mudam de mãos, mas ficam na mente do consumidor

O consumidor confunde completamente as marcas e ele não sabe quem é dono de quem, afirma articulista.

Por Marcos Hiller, www.administradores.com.br

A tão comentada fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar fracassou na última semana. Na paralela, o gigante Walmart diz que não querentrar no páreo, pois pretende crescer "organicamente", uma estratégia legítima, mas lenta. Em meio a essa polêmica, a mais nova fusão "abençoada" pelo Cade foi entre Sadia e Perdigão. Por um lado, trata-se de uma união contundente, pois duas empresas que surgiram literalmente no fundo do quintal de seus fundadores, décadas atrás, hoje se juntam e formam a BRFoods, um dos maiores conglomerados da indústria alimentícia do Planeta.

Por outro lado, o "pedágio" que o Cade cobra para aprovar essa gigante musculatura no mercado é retirar temporariamente algumas marcas bastante famosas, como a mortadela Batavo. A suspensão aumenta para quatro anos no caso de salames e para cinco anos para a venda de lasanhas, pizzas congeladas e quibes. Outras marcas, infelizmente, deverão ser vendidas, como Tekitos, Patitas, Fiesta, Freski, Doriana e Delicata. Certamente, Hypermarcas e JBS, que assumidamente arrebanham marcas pelo mercado, já devem estar bem de olho nesse movimento, e fazendo contas.

Essas marcas podem sumir do mercado ou podem mudar de mãos, mas ainda residirão nas mentes dos consumidores. Nesse momento, me lembro de um acontecimento recente. Estava eu chegando em uma pequena cidade no interior de Goiás, e, ao perguntar a um cidadão sobre quais bancos haviam na cidade, disse: "aqui temos todos os bancos: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Bamerindus". Veja que, para o discreto morador da cidade, o HSBC ainda é o Bamerindus, uma marca que não existe mais no mercado há mais de uma década. Esta marca e a sua famosa Poupança Bamerindus são tão fortes que ainda transitam no nosso dia a dia.

Outro exemplo famoso é o do creme dental Kolynos, que foi comprado pela Colgate Palmolive anos atrás. Com a determinação do Cade em suspender temporariamente a marca Kolynos, a Colgate agiu rápido e lançou amarca Sorriso. O que nem os mais pessimistas imaginavam aconteceu: a marca Sorriso deu tão certo que os fiéis consumidores da pasta de dente amarelinha migraram para ela. Kolynos nem precisou ser relançada.

Por último, cito um exemplo que me ficou marcado na última edição do Big Brother Brasil. Uma das provas do líder foi patrocinada pelo "Meu Frango Assado", novo produto da marca Knorr, que pertence à Unilever. No meio da competição, um dos brothers, na tentativa de "agradar" o anunciante Knorr/Unilever, começa a cantar um famoso jingle: "de leste a oeste, de norte a sul, a onda é a dança da Galinha Azul". Acontece que a Galinha Azul era a mascote da Maggi, que pertence à Nestlé (concorrente mundial da Unilever).

Podemos concluir que o consumidor confunde completamente as marcas e ele não sabe quem é dono de quem; a força de uma mascote (a Galinha Azul não é mais usada pela Maggi/Nestlé há anos) e ainda reside na mente dos consumidores; e como é que um executivo de marketing que planeja uma ação dessas (e certamente não paga pouco) vai prever que o brother, com as melhor das intenções do mundo, vai começar a cantar o jingle de seu principal concorrente.

Marcos Hiller - é coordenador do MBA em Branding (Gestão da Marca) na Trevisan Escola de Negócios | @marcoshiller.

Benefícios do trabalho voluntário vão muito além do simples incremento curricular

Flexibilidade está entre principais benefícios profissionais ao optar por realizar uma atividade social comunitária.

Infomoney

Muito se fala sobre a importância das pessoas desenvolverem trabalhos voluntários para dar aquela turbinada no currículo. Mas você entende, na prática, como uma atividade desse tipo pode te ajudar no seu desenvolvimento profissional?

“O trabalho voluntário permite que a pessoa lide com problemas absolutamente incomuns a ela”, resume o fundador da De Bernt Entschev, Bernt Entschev. Ou seja, esse tipo de atividade permite que o profissional desenvolva tarefas que não fazem parte do seu dia a dia, tornando-o, inevitavelmente, um colaborador mais “cabeça aberta” do que aqueles que desenvolvem apenas suas tarefas rotineiras.

O diretor de Assuntos Corporativos da Intel América Latina, Nuno Simões, ainda complementa que os profissionais de recursos humanos avaliam aqueles que participam de atividades comunitárias como “uma força de trabalho mais preparada para enfrentar com criatividade os impasses diários do mundo corporativo”.

Profissionais diferenciados

Na prática, um engenheiro que fica restrito aos números, às contas e ao desenvolvimento do projeto de algum produto pode, ao se envolver em um trabalho comunitário, desempenhar alguma função, por exemplo, na área de marketing. Assim, ele expande seu universo e torna-se um profissional diferenciado.

Outra situação interessante, decorrente desse tipo de atividade, é que na maior parte das vezes um trabalho voluntário não conta com a mesma estrutura das organizações voltadas para o lucro. Usualmente, os recursos são limitados, as estruturas são desprovidas de recursos tecnológicos e as equipes são caracteristicamente mais enxutas.

Ao se deparar com esse tipo de realidade, o profissional acaba desenvolvendo habilidades que não seriam estimuladas no seu ambiente de trabalho comum. Assim, ele também adquire uma flexibilidade maior para lidar com os problemas.

Não coloque no currículo

Apesar dos profissionais que carregam consigo experiências voluntárias serem inquestionavelmente reconhecidos, esse tipo de informação não deve ser inserida no currículo. De acordo com Entschev, o fato de o candidato ter participado de atividades dessa natureza poderá pesar, sim, no processo seletivo, mas se for colocado no currículo pode passar uma ideia errada ao selecionador.

O fundador da empresa de consultoria em recursos humanos lembra um caso em que, ao final de um dos processos seletivos que estava assessorando, se deparou com dois profissionais extremamente semelhantes em termos de experiências, formação e competências.

O que foi o divisor de águas, fazendo com que um deles fosse selecionado e o outro não, foi o fato do profissional escolhido ter desenvolvido atividades voluntárias. Esse caso, além de demonstrar a importância desse tipo de trabalho, também mostra que, apesar de relevante, essa informação só será importante no final do processo seletivo, quando os selecionadores já tiveram acesso a outras informações sobre o candidato.

Assim, colocar no currículo que você se interessa por esse tipo de atividade, pode passar a idéia que você se preocupa mais em anunciar sua consciência social do que com ela própria e isso, obviamente, não vai te ajudar em nada.

Mundo paralelo

Não é possível deixar de associar o voluntariado com questões referentes à humildade. Os executivos, muitas vezes completamente absortos em suas tarefas, são cada vez mais exigentes e esquecem que existe vida além da empresa em que trabalham.

A consciência social ajuda a ter contato com pessoas que, apesar de terem tido pouco acesso a educação, conseguiram ascender socialmente. Participar do desenvolvimento de outras pessoas e observar os resultados pode ajudar os executivos a acreditarem mais nas causas e nas pessoas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vamos R.I.R. no atendimento?

Mudanças simples podem gerar resultados extremamente positivos.

Por Dalmir Sant'Anna, www.administradores.com.br

Tenho uma amiga que é proprietária de um salão de beleza. Quando ela observa que no estacionamento há alguém aguardando um cliente, solicita a uma funcionária para servir um chá, café, água ou suco.

Interessante, não é mesmo? Quantas vezes você acompanhou uma pessoa e acabou esquecido dentro do automóvel em um estacionamento, na recepção de um hotel ou na sala de espera de um consultório, sem o mínimo de atenção? Na sua empresa, o que você e sua equipe estão fazendo para surpreender seu cliente no atendimento? Elaborei uma expressão para mostra que, no atendimento é preciso R.I.R.: Respeito, Inovação e Reconhecimento. Vamos tentar colocar em prática?

RESPEITO – Quando o gerente de uma agência bancária levanta da cadeira e, de pé, realiza o cumprimento a um cliente que chegou, demonstra respeito, cordialidade e simpatia. Mostra com esse comportamento que a pessoa a sua frente é importante. Ao contrário de ficar digitando enquanto fala com o cliente pessoalmente, ou pior ainda, conversar ao telefone e apertar a mão de alguém, use de empatia e responda a pergunta: você gostaria de receber o atendimento que está oferecendo? Lembre sempre do que disse o dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare: "É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada".

INOVAÇÃO – Você se acha uma pessoa criativa? Quanto? Em uma escala de zero a dez, sendo zero o mínimo e dez o máximo, qual é a sua resposta? Respondeu a pergunta? Agora faça a seguinte reflexão: quanto desse percentual você coloca em prática? Há pessoas que dispõem de uma capacidade expressiva para inovar, mas ocultam seus talentos. Inovar no atendimento é algo essencial. Pode ser uma ligação telefônica, no dia do aniversário para homenagear seu cliente, o desenvolvimento de um cartão de fidelidade ou ainda um contato de pós-venda. A cada novo ano, a tendência em inovar é mais necessária e, como enfatiza Machado de Assis: "Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

RECONHECIMENTO – Tenho a sensação de que a ação de agradecer foi colocada na última página do manual de vendas e, poucas pessoas chegam a ler. Reconhecimento é um ato sublime na área comercial que reforça gratidão. Valorize mais seu cliente. Coloque em prática frases de reconhecimento como: Somos gratos por confiar na nossa empresa; Volte sempre; Aguardamos sua volta; Agradecemos sua confiabilidade; Conte sempre comigo. O poeta gaúcho Mário Quintana ensina: "O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores". Um sorriso com cortesia é capaz de oferecer resultados imensuráveis e ser um multiplicador do seu profissionalismo.

O atendimento é muito comentado em treinamentos. Entretanto, na prática, deixa a desejar pela ausência do R.I.R. Faça uma revisão constante das suas ações, comportamentos e maneira de conversar com o cliente. Use com maior frequência palavras de cortesia e maximize seus resultados com respeito, inovação e reconhecimento. Lembre-se do que minha amiga faz pelas pessoas que estão aguardando no estacionamento do salão de beleza. Para você, pode representar algo simples, mas para o cliente algo diferente. Coloque em prática na sua empresa a ação de R.I.R. durante um atendimento e conquiste resultados surpreendentes. Vamos tentar?



Dalmir Sant'Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site: www.dalmir.com.br