sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fim de ano: transforme a confraternização em tradição na sua empresa

Esse é o melhor período para promover uma interação sadia e descontraída entre os colaboradores.

Após um estafante ano de muito trabalho e resultados, nada mais justo do que descansar e... confraternizar. A maioria das empresas realiza esse tipo de comemoração entre os colaboradores no período natalino, algumas há tanto tempo que a festa já deixou de ser uma questão de interação ou clima organizacional para se transformar em tradição.
O escritório de advocacia Moraes & Souza Advogados e Consultores realiza o evento há 21 anos. "Fazer da confraternização um momento especial, de alegria, de união dos colaboradores, deve ser a marca de uma empresa com boa gestão. Deve ser um momento de indispensável descontração", afirma o advogado Alexandre Moraes, sócio do escritório.
Ele completa dizendo que a intenção neste ano é fazer algo menos formal, nas próprias dependências do escritório. Para ele, a importância do evento reside na "integração dos colaboradores, pois a participação deles na organização do evento, através da divisão das tarefas, sugestões para ornamentação, integra-os neste processo de confraternização, fazendo com que todos estejam presentes e possam se sentir mais à vontade".
A agência de publicidade Bloom utiliza a criatividade natural da empresa para fazer algo diferente no final do ano. "Nas confraternizações de fim de ano, eu e as demais sócias, a Carol Azevedo e Raquel Bianchi, elaboramos um filme em forma de retrospectiva para veicularmos entre os nossos funcionários. Essa é uma das nossas tradições", enfatiza Júlia Maciel.

Veja algumas dicas para acertar na confraternização da sua empresa:

1. Decidir os detalhes com a participação dos colaboradores;

2. Caso necessário, selecionar e contratar serviços terceirizados (como buffet ou músicos) com boa reputação;

3. Amigo oculto também é tradição e geralmente funciona;

4. Não precisa ser tão rígido nos detalhes, afinal, você e sua equipe não estão buscando resultados nem produzindo relatórios;

5. Dê preferência a dinâmicas e ações que promovam a união e desencoraje a segmentação/hierarquização dos colaboradores.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Orientação desde cedo


Passar por processos de coaching desde o primeiro emprego ajuda os jovens profissionais a ter mais autoconhecimento e tranquilidade para crescer na carreira.

Ao terminar o curso de relações internacionais na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais em 2008, Bernardo Vilhena, de 23 anos, tinha uma certeza inabalável: atuaria na área assim que ingressasse numa grande empresa. Mas no ano passado, quando se tornou trainee do Grupo Pão de Açúcar, ele começou a questionar sua convicção. As dúvidas surgiram graças aos conselhos que recebeu de um coach contratado pela empresa para acompanhar os trainees ao longo de um ano. "Depois de ter passado por diferentes departamentos, eu consegui perceber que, apesar da minha formação, tenho mais afinidades com a área imobiliária do que com a de relações internacionais", diz Bernardo.

“Essa mudança drástica nunca teria acontecido se eu não tivesse um coach para ajudar a traçar o meu perfil.” Antes restrito a profissionais de alto nível hierárquico, os programas de coaching — em que um orientador com experiência corporativa ajuda um profissional a desenvolver novas habilidades, solucionar problemas comportamentais e até a reavaliar o plano de carreira — começam a ser direcionados para jovens que estão ingressando no mercado.

Empresas como a rede varejista Pão de Açúcar, a fabricante de produtos de higiene Johnson & Johnson e a produtora de papéis Klabin já incorporaram a prática em seus programas de trainee. “Havia a necessidade de a companhia ajudar os jovens a amadurecer emocionalmente para que estivessem bem preparados no momento de assumir um cargo gerencial”, diz Maíra Habimorad, consultora do Grupo DMRH, responsável pelo coaching da Johnson & Johnson. Estimular o autoconhecimento e barrar a ansiedade são os principais objetivos dos programas de orientação voltados a jovens talentos.

Com pouca idade e baixa vivência corporativa, essa turma se desenvolve mais rápido quando é acompanhada de perto por um mentor que entende de mercado e tem sensibilidade para radiografar as angústias que apavoram quem está começando. “Na maioria das vezes, o jovem que entra numa empresa não sabe como lidar com a hierarquia e fica muito ansioso diante das escolhas a fazer. O coaching auxilia nesse processo de crescimento profissional”, diz Rudney Pereira Júnior, gerente da Foco Talentos, consultoria de RH, de São Paulo. Ter o acompanhamento de um coach logo no início da jornada profissional também diminui as chances de errar na hora de fazer o planejamento de carreira (e de vida).

A consultora Vicky Bloch, pioneira do coaching no Brasil, explica: “Esse tipo de orientação ajuda o jovem a entender quais são as metas pessoais e profissionais e a ver o que o motiva em um ambiente novo”. Exatamente por causa dessa avaliação de objetivos, a publicitária paulistana Gabriela Massan, de 22 anos, trainee da Johnson & Johnson, conseguiu se sentir segura sobre suas decisões. “Fiquei mais tranquila ao escolher minha alocação em marketing depois de ter feito sessões com meu coach, que conhece os caminhos de mercado e me ajuda a entender exatamente quais são, neste momento, os objetivos que quero atingir”, diz ela.

Além de benefícios para os profissionais, os programas de coaching também trazem ganhos altos para as empresas. “As companhias que se dedicam a treinar seus talentos desde cedo formam lideranças que, no futuro, vão fazer a diferença”, diz Vicky Bloch.


VOCÊ PAGA

Se você trabalha numa empresa que não tem programa de coaching para jovens, há a opção de contratar um orientador particular. Custa caro, principalmente para quem está no início de carreira. A consultoria DMRH tem um programa com duração de 10 sessões que custa entre 2 800 reais e 4 000 reais.

MITOS DO COACHING

É preciso estar alerta na hora de escolher um coach. “Há muitos profissionais mal preparados no mercado” diz a consultora Vicky Bloch, que lista abaixo, com o consultor João Mendes de Almeida, alguns dos principais mitos do coaching.

1 Qualquer um pode ser coach
Para ser coach, o profissional deve possuir experiência em gestão de pessoas, vivência em empresas e senioridade (pessoas muito jovens ainda não têm maturidade e experiência para orientar o desenvolvimento de outras).

2 Método pra quê?
O processo de coaching é diferente do feedback do dia a dia: não pode ser conduzido informalmente. É necessário método, foco, prazo e base conceitual para atingir o objetivo.

3 Só para problemáticos
Não é preciso estar com um problema para contratar um coach. Em casos de promoção, por exemplo, o processo de coaching é essencial para que o funcionário reveja suas competências e seu papel na empresa.

4 É milagroso!
O coach sozinho não resolve os problemas de um profissional. Sem o comprometimento da empresa e de quem recebe a orientação, não há desenvolvimento de carreira.

5 Coaching é terapêutico
O foco do coaching são as atividades profissionais, e não pessoais. O coach leva em conta a história pessoal, a personalidade, o conhecimento e as perspectivas de futuro para que, no final do processo, o profissional desenvolva sua carreira.

Começar por baixo, mais que um exercício de humildade


Hoje, muitos jovens profissionais padecem de um mal terrível: a pressa. Essa ânsia de crescer rapidamente, de galgar posições em poucos anos, de se dar bem, definitivamente não orienta para positivos no futuro. Mais vale a entrega plena às circunstâncias do presente.

Um exemplo dessa pressa prejudicial ocorre nos processos de seleção de trainees para grandes corporações, onde, jovens promissores são aprovados em disputas que chegam a envolver milhares de candidatos para poucas vagas.

E o problema vem com a contratação. O fato de serem escolhidos costuma inflar o ego dos jovens, e muitos deles entram na empresa achando que são os tais, que já sabem tudo, que serão promovidos em poucos meses; mas, a princípio, o que podem oferecer é apenas um grande potencial porque ainda não têm experiência. Os que são humildes o suficiente para compreender isso se submetem ao aprendizado e, quase sempre, se dão bem. Os outros logo se sentem decepcionados, insatisfeitos e injustiçados e não chegam lá!


(Texto de Luiz Fernando Garcia, do livro “Gente que faz” – ed. Gente)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bem sucedido e sem culpa


Conflito diário entre família e trabalho gera nos executivos uma alta carga de tensão emocional como estresse, culpa e angústia.

Falta de tempo ou despreocupação com a qualidade de vida? O que leva um profissional a trabalhar mais de 15 horas por dia e deixar de lado a realização de atividades que lhe trarão satisfação e energia? Afinal, será mesmo possível balancear vida pessoal e carreira, valores pessoais e profissionais?

O conflito diário entre família e trabalho gera nos executivos uma alta carga de tensão emocional como estresse, culpa e angústia que, além de prejudicarem o desempenho profissional, estão diretamente ligados a saúde. O Fleury Medicina e Saúde, grupo especializado em prevenção e diagnóstico de doenças, fez um levantamento sobre a saúde do executivo. O resultado é preocupante. A pesquisa, realizada com 2.742 executivos que passaram pela unidade de check-up entre fevereiro de 2006 e junho de 2009, revelou que 43% desses profissionais apresentam algum problema de saúde e 37,5% têm sobrepeso. A falta de tempo é apontada como principal empecilho para o líder cuidar da sua saúde.

Acredito que o resultado desse estudo pode ser explicado pela falta de significado nas atividades desses profissionais, ou seja, o conjunto de valores, princípios, visão e missão da empresa deixaram de ser os mesmos almejados, um dia, pelos CEOs, para suas próprias vidas. As diferentes crenças podem causar, com o passar do tempo, o sentimento de angústia e frustração, mas existem possibilidades de reverter esse quadro.

O primeiro passo é reavaliar as últimas decisões tomadas, referentes à carreira e vida pessoal. Identificar as tarefas que causam desagrado e que vão contra aquilo que se acredita é fundamental para colocar a vida nos eixos. Caso esteja insatisfeito com o trabalho que desenvolve e a empresa em que trabalha, busque novas oportunidades. Mas se a questão é realmente a falta de tempo em conciliar todas as áreas da vida, é hora de rever a agenda, priorizando de fato o que é importante e indispensável, desde a entrega de relatórios até o aniversário de casamento. Assim, será possível aumentar a produtividade atendendo as expectativas do trabalho, com a possibilidade de render além do esperado e, ao mesmo tempo, conseguirá se dedicar mais a tudo aquilo que realmente importa para você.

Existe a culpa por estar longe de casa e não acompanhar o crescimento e as conquistas diárias dos filhos, porém, de contra partida, existe também a satisfação de poder proporcionar conforto e qualidade de vida para a família. Muitos executivos estão felizes com o cargo que conquistaram ao longo de anos de dedicação à carreira e, abrir mão de tudo, não faz parte dos seus planos. Na fase profissional em que se encontram o dinheiro passa a ser consequência, pois a prioridade é o reconhecimento no trabalho, contribuir ativamente no crescimento e desenvolvimento da empresa em que atuam, com o conhecimento adquirido em anos de estudo e experiência.

O nível de estresse é alto para as pessoas que exercem cargos gerenciais, então para evitar que essa rotina atribulada, adquira aspectos negativos na vida é preciso ponderar as atividades desenvolvidas. Levar tarefas para casa com regularidade, por exemplo, pode não ser a melhor saída, pois, dessa forma, você não estará aprimorando o seu desenvolvimento como deveria e ainda correrá o risco de aumentar esse nervosismo. Uma alternativa é utilizar este curto espaço de tempo para concluir alguns cursos, ler aqueles livros voltados para sua área de atuação ou realizar qualquer outro tipo de atividade que otimize sua carreira de maneira mais significativa do que a extensão do horário de trabalho para sua casa.

O desafio é que os anseios pessoais relacionados à carreira, como cargo, reconhecimento financeiro e moral condigam com o seu propósito de vida. O equilíbrio é a chave para conciliar todas as atividades sem nutrir sentimentos como a culpa ou angústia. Seja um profissional de sucesso mas, acima de tudo, seja uma pessoa de sucesso.



Anderson Cavalcante - é administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários n exterior, no evento Expo Business Japan. É autor dos best-sellers "O que realmente importa?"; "As coisas boas da vida", lançado também na Europa, entre outras obras produzidas pela Editora Gente. No Brasil, seus livros já venderam mais de 478 mil exemplares e estão nas listas conceituadas das obras mais vendidos do país. Para mais informações, acesse www.andersoncavalcante.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Acomodado eu? Consultores dão dicas para saber se está acomodado no trabalho

Falta de inovação e a não preocupação em aparecer podem ser indicativos de acomodação.


João trabalha na mesma empresa há anos, nunca mudou de cargo, mas está contente com a função que exerce, com o salário que recebe e não tem nenhuma pretensão de assumir novas responsabilidades, ou de procurar uma nova colocação no mercado. João pode ser considerado uma pessoa feliz? Sim, mas também poder ser que João seja acomodado.
De acordo com as especialistas ouvidas pelo Portal InfoMoney, a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Cristina Reininger; e a consultora de Outplacement da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Maria Helena Mazari, a falta de inovação e a não preocupação em aparecer, por exemplo, podem ser indicativos de acomodação.
"A pessoa começa a achar que tudo faz parte da rotina e passa a não trazer soluções para a empresa. Ela não inova e não se preocupa em aparecer, em fazer mais, em dar sugestões", diz Cristina.

Sem promoções

Outros indícios de que o profissional pode estar acomodado são não ser chamado para novos projetos na empresa e não ser agraciado por promoções, especialmente quando colegas na mesma função, com menos tempo de empresa, conseguem evoluir dentro da companhia.
"Este é um sinal, entre outras coisas, de que a pessoa tem baixa produtividade, não procura melhorar as dificuldades apontadas, não se recicla, é sem energia", explica Maria Helena.

Impactos

Ainda de acordo com as especialistas, a acomodação pode levar à estagnação da carreira e até à demissão, já que o profissional não acompanha o desenvolvimento da equipe e da empresa como um todo.
Além disso, pessoas que costumam apresentar acomodação na vida profissional costumam não se atualizar, o que pode dificultar uma possível busca de recolocação no mercado de trabalho.
Por outro lado, ao perceber que está acomodado, o profissional pode tentar reverter a situação, procurando se atualizar, sanar possíveis "gaps", sendo mais participativo e até procurando a ajuda de profissionais mais experientes, como um mentor, ou mesmo o líder ou o RH (Recursos Humanos) da empresa.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vamos fazer de 2011 o ano da diversidade?


Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, somente 1,5% dos profissionais das 500 maiores empresas brasileiras são deficientes, o que revela a baixa taxa de diversidade nesse aspecto.

Clima de alegria e descontração, pessoas mais próximas uma das outras: é o espírito predominante na época de Natal e Réveillon. Mas será que as empresas estão aproveitando essa atmosfera de união entre as pessoas para colocá-la em prática nos ambientes de trabalho? Como vem sendo tratada a integração entre os diferentes funcionários nos espaços profissionais? Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, somente 1,5% dos profissionais das 500 maiores empresas brasileiras são deficientes, o que revela a baixa taxa de diversidade nesse aspecto.

Diante disso, é bom destacar que, no caso dos deficientes, não é suficiente apenas respeitar a legislação que obriga empresas com mais de 100 funcionários a contratar de 2% a 5% de profissionais com algum tipo de deficiência. As organizações precisam ir além. Isso significa criar medidas de real inclusão, como rampas apropriadas, ou seja, práticas alternativas que tornem o profissional cada vez mais próximo da realidade da empresa para que ele não seja tratado como alguém diferente dos outros.

Essa atitude de valorização da diferença é fundamental para que haja de fato a inclusão social e o fim do preconceito nos ambientes de trabalho, não só em relação aos deficientes, mas também quanto à diversidade de raças, idades e sexo. O tempo de Festas é um ótimo período para a criação de medidas inclusivas, mas é importante lembrar que essas não são instantâneas e feitas de um dia para o outro. Às empresas, cabe a tarefa de desenvolver práticas efetivas e duradouras para a integração entre profissionais de ideias, pensamentos e características diferentes.

Mas será que as organizações estão preparadas para isso? Parece que ainda não, já que das 850 mil vagas estimadas às pessoas com deficiência, apenas 23,8% delas são cumpridas de acordo com a legislação. Além disso, os negros, por exemplo, ainda são minoria nos cargos de gerência das empresas. O fato é que há ainda muito a ser feito em relação à verdadeira inserção dos diferentes funcionários nos ambientes profissionais.

Precisamos lembrar que, por meio de medidas eficientes, a empresa ganha em todos os sentidos, interna e externamente. Ou seja, a equipe de profissionais trabalha mais motivada, o que gera mais produtividade. Além disso, práticas inclusivas são encaradas de forma positiva por parte dos consumidores, atualmente mais exigentes e em busca de empresas que inovem. Assim, a imagem da organização também é elevada e passa a ser encarada como parte integrante da sociedade.

Então, o que as empresas estão esperando? Organizações como a AACD já possuem programas que visam à inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência, por exemplo. Segundo dados da instituição, de 2008 a 2010, 674 deficientes físicos membros da associação foram contratados por empresas de diversos setores. Pode ser uma boa oportunidade, o primeiro passo para as empresas que caminham rumo à real inclusão social.

Por isso, não fique parado, empresário: invista em práticas inclusivas. E você, colaborador, busque se integrar aos distintos funcionários, valorizando o diferente como um complemento para sua própria individualidade. Vamos transformar o clima de união característico do Natal e do Réveillon em uma prática rotineira nos ambientes profissionais para o próximo ano. O sucesso depende do trabalho de todos, em que cada um traz sua contribuição para o bom desempenho da empresa.


Antonio Carlos Pereira - é consultor, palestrante com mais de 17 anos de experiência executiva em vendas e aplicação de soluções práticas para o cotidiano corporativo. Sócio-diretor da Areté, empresa especializada em treinamento e desenvolvimento profissional. Para mais informações, acesse:

www.antoniocarlospereira.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A arte de vencermos a nós mesmos

“O maior guerreiro é aquele que vence a si mesmo”. Essa frase é do estrategista e mestre chinês do século quatro antes de Cristo, Sun Tzu. Ele escreveu o clássico ‘Arte da Guerra’.
Para vencer a si mesmo é preciso despertar o estrategista que há dentro de nós, mantendo o equilíbrio entre o corpo, a mente e a consciência.
A estratégia para conseguir esta harmonia é bem simples: vivencie plenamente o presente. Esteja alerto, porém relaxado.
O estrategista sabe que soldados de uma tropa não podem tomar decisões de comando por conta própria, eles apenas obedecem às ordens da nação para execução plena da estratégia.
Os generais e altos oficiais, coordenados pelo estrategista, representam nossa mente. É a intuição coordenando e unida à razão.
Quando nos deparamos com um defeito a ser vencido, devem agir de cima pra baixo. Tal como dizem os sábios chineses: ‘não se varre uma escada de baixo para cima’.
Diante de um obstáculo, mantenha o equilíbrio, conheça seus impulsos, mantenha sua mente serena e faça com que ela se ajuste aos desafios do caminho.
O general que faz suas tropas avançarem rápido de mais pode levá-las ao abismo. Se avançarem lento demais, perderão a oportunidade da vitória no tempo certo.
O mesmo pode acontecer com executivo e sua empresa. A estratégia possibilita dar passos na medida certa, mas pode ser arruinada por jogos ilusionistas do adversário.
Para evitar errar, podemos tomar decisões consultando nosso estrategista interno, nosso estado de consciência. Observar o não observado, compreender a forma através do vazio.
Ponderar, frear os esquemas dos nossos adversários não pela hostilidade, mas pela diplomacia. Como disse Confúcio: “Não se mata uma mosca com tiro de canhão”.
A sabedoria na arte de vencermos a nós mesmos é a ponderação e o bom senso em todos os instantes da vida.
Deixar de agir por impulsos do corpo e do stress precipitado, evitando cair no esquema engenhoso do nosso pior inimigo: nós mesmos.
Para mudarmos sempre para melhor, não basta levar nossas tropas de campo em campo, mas treiná-las melhor, assim como nossa mente.
Nem sempre se muda de instituição educacional para obter o melhor aprendizado. A mudança se faz em nossas configurações internas.
Uma boa receita de configurações estratégicas para vencer a si mesmo é: Adquira a autoconfiança através do autocontrole, e este através da autodisciplina.

(texto de Shidoshi Graziano Nardis)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ambientes mais leves ajudam os profissionais a trabalhar melhor, mas é preciso cuidado para que a brincadeira não desvie o foco

Diversão no trabalho é saudável, eleva o desempenho, mas tem limite

Um líder mais espirituoso, uma equipe mais entrosada, um ambiente menos sisudo. Esses três itens ajudam a deixar o clima no trabalho menos tenso, deixam os profissionais mais leves e felizes e aumentam a produtividade e o desempenho deles. Embora não seja aceita em muitos ambientes de trabalho, a diversão só traz benefícios.
“O ambiente descontraído é sadio e motivador e pode, sim, aumentar a produtividade dos profissionais”, afirma a gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Novais. “Um local mais divertido aumenta a criatividade”, diz.
Dependendo da cultura da empresa, o ambiente corporativo pode ser menos ou mais divertido. Porém, para a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital Emmanuele Spaine, independentemente da área de atuação da empresa, climas mais descontraídos são necessários, até para permitir a manifestação de ideias, muitas vezes proveitosas, que em um ambiente mais fechado sequer seriam pronunciadas.

Nada de cara feia

De acordo com Vanessa, as vantagens de um clima mais divertido na empresa são tantas que até ampliam as chances de os profissionais serem promovidos. “As pessoas mais bem humoradas acabam recebendo 80% mais promoções que as mais carrancudas, sem contar que são mais lembradas pelos líderes”, afirma.
Esse bom humor não depende apenas do perfil do profissional, pois um ambiente leve e aberto na empresa ajuda os colaboradores a terem o sorriso mais tempo no rosto. E não é preciso muito para isso. As especialistas afirmam que pequenos momentos de descontração ajudam a melhorar o ambiente, principalmente em empresas que primam pela competitividade.
"O fato de você ter uma liberdade para conversar, fazer brincadeiras e até piadas ajuda nesse sentido”, diz Vanessa. “Salas de jogos e ambientes decorados podem ser interessantes”, completa Emmanuele.
Esses pequenos gestos devem partir tanto do gestor como dos profissionais. “Os colaboradores podem sugerir ações que promovam esse ambiente, mas não podem ultrapassar a autoridade do líder”, ressalta Vanessa.

Levando o trabalho a sério

Deixar o clima mais divertido não significa esquecer que é preciso atingir resultados. “Os profissionais têm de se levar a sério, sim, e levar o seu trabalho a sério”, diz Emmanuele. Para ela, muito do ambiente mais harmonioso na empresa deve-se à satisfação do profissional com o seu trabalho. “Quando você tem uma identificação com a organização e seu trabalho, esse clima já vai ser mais leve”, diz a headunter.
E, nessa história, a linha entre ser um profissional bem humorado e um palhaço é tênue. “Toda diversão tem limite, ainda mais dentro do ambiente de trabalho”, ressalta Vanessa. “Piadas a todo o momento, brincadeiras com times de futebol, enfim, podem gerar algum desconforto e faz a equipe perder o foco”, considera a gerente.
Para ela, momentos de diversão devem ser esporádicos para serem eficazes. “A semana inteira com o departamento decorado, por exemplo, cansa. Piadinhas toda hora, cansa. Chega uma hora que tudo cansa, fazendo com que essa diversão perca o objetivo”, avalia Vanessa.

InfoMoney